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Mais de 32 mil empresas deixaram de operar na Argentina durante governo Milei

País registrou 480.067 empresas empregadoras em julho, menor número desde 2007; levantamento aponta 18 meses consecutivos de retração

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  • A Argentina reduziu 32.290 empresas empregadoras desde dezembro de 2023, segundo dados da SRT.
  • Em julho de 2026, o país tinha 480.067 empresas ativas, 948 a menos que em junho.
  • A retração no número de empresas empregadoras chegou a 6,3% desde o início do governo de Milei.
  • A economia argentina contraiu 2,9% em julho, com projeções de crescimento revisadas para 2,1% em 2026.
  • A queda no emprego formal foi de 10.814 postos em junho de 2026, sétimo mês consecutivo de retração.
Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução
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A Argentina acumulou a redução de 32.290 empresas empregadoras desde o início do governo de Javier Milei, em dezembro de 2023, segundo dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT). Em julho de 2026, o país tinha 480.067 empresas ativas com trabalhadores registrados, 948 a menos que em junho. A série estatística registra 18 meses consecutivos de queda, em meio à retração do emprego formal e à desaceleração da atividade econômica.

Número de empresas recua desde 2023

No fim de novembro de 2023, último mês antes da posse de Milei, a Argentina tinha 512.357 empresas empregadoras registradas. Desde então, a redução chegou a 6,3%, equivalente a mais de 32 mil unidades.

Na comparação com julho de 2025, a queda foi de 15.475 empresas, ou 3,1%. Já em relação ao fim de 2025, quando havia 489.749 empregadores ativos, a redução foi de 9.682 empresas.

Para Guido Zack, diretor da área de Economia da Fundar, a retração é persistente e levou o país a um patamar que não era registrado havia quase duas décadas.

Segundo ele, para encontrar um número semelhante de empresas empregadoras, é necessário voltar a julho de 2007.

A SRT ressalta, porém, que a redução no número de empregadores não significa necessariamente que todas as empresas tenham encerrado definitivamente as atividades. Os dados também podem refletir reorganizações empresariais, alterações no cadastro fiscal, mudanças no quadro de funcionários e outras modificações na organização do trabalho.

Emprego formal também apresenta queda

A diminuição das empresas empregadoras acompanha a retração do mercado de trabalho argentino. Em junho de 2026, o setor privado formal perdeu 10.814 postos de trabalho em relação ao mês anterior, conforme dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino (SIPA).

Na comparação com junho de 2025, foram 121 mil empregos formais a menos. O total de trabalhadores registrados caiu de 6,216 milhões para 6,096 milhões.

Em julho, o emprego recuou 0,03%, segundo a Pesquisa de Indicadores Trabalhistas da Secretaria do Trabalho. Foi o sétimo mês consecutivo de retração. No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, a queda foi de 0,6%.

Economia tem projeção de crescimento menor

Os indicadores do mercado de trabalho acompanham o desempenho da atividade econômica. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), a economia contraiu 2,9% em julho na comparação com junho, considerando a série com ajuste sazonal. Em relação a julho de 2025, a queda foi de 1,4%.

Apesar disso, no acumulado dos primeiros sete meses de 2026, a atividade ficou 1,7% acima do mesmo período do ano anterior.

As projeções de crescimento, no entanto, foram revisadas para baixo. O Banco Mundial reduziu a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) argentino em 2026 de 3,6% para 2,1%. Para 2027, a previsão passou de 3,7% para 3%.

O Relatório de Expectativas de Mercado (REM), divulgado pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), também apontou uma revisão nas projeções, com estimativas de crescimento entre 1,2% e 1,5% para 2026.

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