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Mais de 83 milhões votaram nos Estados Unidos; apuração já começou

Na prática, os cidadãos votam para eleger delegados estaduais que, por sua vez, representam suas escolhas no colégio eleitoral.

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As pesquisas de boca de urna nos EUA não projetam vencedores, mas fornecem informações demográficas dos eleitores. Os estados nos EUA têm tendências partidárias fixas, mas alguns variam entre os partidos, sendo chamados de "roxos". O presidente dos EUA não é eleito pelo voto popular, mas por delegados estaduais no colégio eleitoral. Um candidato precisa de 270 votos para vencer.
Donald Trupm e Kamala Harris no primeiro debate | Foto: Saul Loeb / APF
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As primeiras pesquisas de boca de urna das eleições americanas começaram a ser divulgadas pela Edison Research no início da noite. Ao contrário do que ocorre no Brasil, elas não têm o objetivo de projetar o vencedor, mas de oferecer um panorama sobre as opiniões e motivações dos eleitores. Esses dados são organizados de acordo com idade, gênero, escolaridade e outras características demográficas.

Primeiros resultados

Dados iniciais das primeiras urnas, segundo a CNN, indicam que Donald Trump tem 67,3% dos votos em Kentucky, enquanto Kamala Harris conquistou 31,5%, com 6% das urnas apuradas. Em Indiana, Trump também lidera, com 59,2%, contra 39,2% de Kamala, com 12% das urnas apuradas.

Como acontece

Nos Estados Unidos, muitos estados seguem uma tendência partidária fixa, ou seja, são historicamente inclinados a votar em candidatos republicanos ou democratas. Ainda assim, há estados que variam entre os partidos, com disputas mais acirradas entre os eleitores. Esses estados são chamados de "roxos", representando a combinação do vermelho (Republicanos) e do azul (Democratas), devido à mistura de preferências eleitorais.

Sistema

Essa atenção especial aos estados “roxos” ocorre por conta do sistema de colégio eleitoral, em que o presidente e o vice-presidente não são escolhidos diretamente pelo voto popular. Na prática, os cidadãos votam para eleger delegados estaduais que, por sua vez, representam suas escolhas no colégio eleitoral. O número de delegados varia de estado para estado, de 3 a 54, proporcional à população local e ao número de parlamentares. Para vencer, um candidato precisa de 270 dos 538 votos do colégio.

Celeridade

Autoridades de estados como Pensilvânia e Michigan estão confiantes de que os resultados serão anunciados mais rapidamente do que nas eleições de 2020. Na Pensilvânia, o governador Josh Shapiro estima que a demanda por cédulas enviadas pelo correio foi menor neste ano, com cerca de 1 milhão de pedidos a menos em comparação com a eleição realizada durante a pandemia de covid-19.

Estados

Outro fator que pode agilizar a contagem de votos na Pensilvânia é uma nova lei estadual que obriga a continuidade da apuração até que todos os votos sejam contabilizados. Segundo Shapiro, essa mudança permitirá um processo mais eficiente e ágil, acelerando a divulgação dos resultados. Já em Michigan, a secretária de Estado Jocelyn Benson destacou o alto comparecimento dos eleitores, que está próximo de igualar o recorde histórico de participação do estado.

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