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Médico alemão é condenado à prisão perpétua por assassinar 15 pacientes

Justiça alemã concluiu que profissional matou pacientes sob cuidados paliativos sem consentimento e tentou ocultar parte dos crimes.

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  • Medico alemão condenado a prisão perpétua por assassinato de 15 pacientes em Berlim.
  • Crime envolveu administração de sedativos letais sem consentimento das vítimas.
  • Juíza classificou atos como assassinato em série, não relacionado a eutanásia.
  • Investigação apura mais 76 possíveis casos ligados ao médico em andamento.
Tribunal aponta que médico usava sedativos letais em pacientes e agia movido por sentimento de poder sobre as vítimas. | Foto: REPRODUÇÃO
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Um tribunal de Berlim condenou, nesta quarta-feira (8), um médico alemão especializado em cuidados paliativos à prisão perpétua pelo assassinato de 15 pacientes. A Justiça também determinou que o profissional nunca mais poderá exercer a medicina e reconheceu a gravidade excepcional dos crimes, o que dificulta uma eventual liberdade antecipada.

Identificado como Johannes M., de 41 anos, o médico foi considerado culpado pela morte de 12 mulheres e três homens entre setembro de 2021 e julho de 2024. Segundo o tribunal, ele administrava às vítimas uma combinação letal de sedativos e relaxantes musculares durante atendimentos domiciliares, sem o conhecimento ou consentimento dos pacientes.

Durante o julgamento, o réu confessou ter cometido 12 dos homicídios e alegou que pretendia aliviar o sofrimento dos pacientes. A justificativa, porém, foi rejeitada pela Justiça. Para a juíza Sylvia Busch, os assassinatos não tiveram qualquer relação com eutanásia ou morte assistida, mas sim com um sentimento de poder exercido pelo médico sobre as vítimas. Ela chegou a classificá-lo como um "assassino em série".

As vítimas tinham entre 25 e 94 anos e, embora sofressem de doenças graves, suas mortes não eram consideradas iminentes. Conforme a decisão, a maioria desejava continuar vivendo e algumas ainda tinham perspectiva de permanecer por muitos anos.

A investigação começou após suspeitas de que o médico provocava incêndios para tentar esconder os crimes. Desde agosto de 2024, ele permanece preso preventivamente. Além dos 15 homicídios pelos quais foi condenado, o Ministério Público alemão apura outros 76 casos que podem estar relacionados ao médico, o que pode resultar em novos processos judiciais.

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