- Terremotos de 7,2 e 7,5 na Venezuela deixaram 4.118 mortos e 16.740 feridos, segundo balanço da Assembleia Nacional.
- Número de mortos subiu para 4.118, aumento de 229 em relação ao balanço divulgado na quinta-feira.
- Caracas e La Guaira foram as regiões mais afetadas, com centenas de edifícios destruídos e 856 danificados.
- Organizações da sociedade civil estimam que cerca de 30 mil pessoas continuam desaparecidas após os terremotos.
- Governo e equipes de emergência trabalham no atendimento às vítimas e acolhimento de milhares desabrigados.
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho subiu para 4.118, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (10) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Os dois fortes tremores, registrados em 24 de junho, também deixaram 16.740 feridos, 17.907 desabrigados e cerca de 30 mil desaparecidos, conforme estimativas de organizações da sociedade civil.
Número de mortos aumentou em um dia
O novo levantamento representa um aumento de 229 mortes em relação ao boletim divulgado na quinta-feira (9), quando haviam sido contabilizadas 3.889 vítimas fatais.
Apesar da atualização do número de mortos, as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um balanço oficial sobre os desaparecidos. Organizações da sociedade civil estimam que aproximadamente 30 mil pessoas continuam desaparecidas desde a ocorrência dos terremotos.
Capital e litoral foram os mais atingidos
Os terremotos ocorreram em 24 de junho e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo considerados os mais fortes registrados na Venezuela desde 1900.
As áreas mais afetadas foram a capital Caracas e o estado de La Guaira, onde equipes de resgate seguem atuando na busca por sobreviventes e desaparecidos.
Centenas de edifícios foram destruídos
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, os abalos provocaram grandes danos à infraestrutura do país.
Ao todo, 856 edifícios foram danificados, dos quais 190 desabaram completamente, agravando a crise humanitária enfrentada pelas regiões atingidas.
Enquanto as operações de busca continuam, o governo venezuelano e equipes de emergência trabalham no atendimento às vítimas e no acolhimento das milhares de pessoas que perderam suas casas em decorrência da tragédia.