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Novo tremor de magnitude 4,9 volta a atingir a Venezuela após terremotos devastadores

Abalo foi sentido nesta sexta-feira (26), enquanto número de mortos chega a 920 e equipes seguem buscando desaparecidos nos escombros.

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  • Novo tremor de magnitude 4,9 é sentido em Caracas, dois dias após terremotos devastadores na Venezuela.
  • Governo atualiza vítimas para 920 mortos, 3.360 feridos e 172 pessoas ainda presas sob escombros.
  • Espera-se que número de vítimas aumente, devido à intensidade dos tremores e danos à infraestrutura.
  • Países como Brasil e Estados Unidos enviam equipes de resgate para auxiliar na operação de salvamento.
  • Presidente interina anuncia militarização da região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos terremotos.
Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto | Foto: Federico Parra/AFP
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Um novo tremor de magnitude 4,9 foi registrado e sentido em Caracas, capital da Venezuela, nesta sexta-feira (26), dois dias após os terremotos que devastaram a região norte do país. Embora menos intenso que os abalos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24), o sismo preocupa por atingir uma área onde centenas de edifícios já foram danificados. O governo venezuelano atualizou o número de vítimas para 920 mortos e 3.360 feridos, enquanto equipes de resgate continuam as buscas por desaparecidos.

Tremor aumenta preocupação com estruturas danificadas

O novo abalo foi considerado significativamente mais fraco que os terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana. Ainda assim, especialistas alertam que novos tremores podem provocar o colapso de construções já comprometidas pelos sismos anteriores, que foram os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos.

Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e atingiram principalmente a região de Caracas e cidades vizinhas, deixando um rastro de destruição, com prédios desabados e milhares de pessoas desalojadas.

Novo tremor de magnitude 4,9 é sentido na Venezuela - Foto: Divulgação 

Número de vítimas continua aumentando

O balanço mais recente foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que informou que o país contabiliza, até o momento, 920 mortes, 3.360 pessoas feridas, 172 vítimas ainda presas sob os escombros e 383 edifícios destruídos ou severamente danificados.

As autoridades destacam que os números ainda são provisórios. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam que o total de vítimas pode ser ainda maior, considerando a intensidade dos tremores, a concentração populacional das áreas atingidas e os danos provocados à infraestrutura.

Governo reforça ações de emergência

Diante da gravidade da situação, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos. A área faz parte da chamada zona de desastre, onde seguem concentrados os trabalhos de resgate e assistência à população.

Segundo o Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, mais de 50 mil pessoas ainda são consideradas desaparecidas. Equipes especializadas continuam retirando vítimas dos escombros, enquanto moradores utilizam as redes sociais para divulgar informações e localizar familiares.

Ajuda internacional começa a chegar

Diversos países anunciaram apoio à Venezuela após a tragédia. Entre eles estão Brasil e Estados Unidos, que enviaram equipes especializadas para auxiliar nas operações de busca e salvamento.

As primeiras missões internacionais começaram a chegar ao país nesta sexta-feira (26). Enquanto isso, o USGS mantém a estimativa de que, diante da magnitude dos terremotos e das condições das áreas atingidas, o número de mortos pode ultrapassar 10 mil pessoas.

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