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Onda de protestos crescem no Irã e número de mortes já passa de 500, diz ONG

Das 538 vítimas, 490 são manifestantes, e 48, policiais. O número de presos passa de 10 mil, de acordo com ONG com fontes diretas no país

Onda de protestos crescem no Irã | Foto: Reprodução/ Redes Socias
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De acordo com um balanço divulgado pela ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 538 pessoas morreram durante protestos que acontecem no Irã.

 Imagens que circulam na internet e imprensa internacional mostram carros incendiados, prédios públicos depredados, bandeiras rasgadas e multidões entoando palavras de ordem contra o regime do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO

Os protestos da população iniciaram após o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmar que o país responderá fortemente a qualquer intervenção norte-americana no país.

“Se os Estados Unidos lançarem um ataque militar, tanto os territórios ocupados quanto as bases militares e portuárias americanas serão alvos legítimos para nós”, afirmou.

NÚMERO DE VÍTIMAS

 Das 538 vítimas, ao todo 490 são manifestantes. Destes 48 são policiais. O número de presos passa de 10 mil. Segundo a ONG, especializada na monitoração de violações de direitos humanos no país, as mortes foram confirmadas a partir de fontes locais e da checagem cruzada com veículos independentes.

Especialistas apontam que esse número pode aumentar uma vez que, de acordo com a ONG de cibersegurança Netblocks, ainda vigora o apagão quase total da internet imposto pelo regime teocrático. Assim, a verificação das informações é dificultada.

CRISE ECONÔMICA

Desde de dezembro de 2025, o Irã passa por uma intensa crise econômica quando o rial (moeda local) perdeu cerca de metade de seu valor frente ao dólar, enquanto a inflação ultrapassou os 40% em dezembro.

Como reação à crise, comerciantes e estudantes universitários foram às ruas por dias quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam. Os lojistas ainda perderam o programa que dava a eles acesso mais barato ao dólar americano.

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