- A ONU estima danos materiais de US$ 6,7 bilhões pelos terremotos na Venezuela.
- Os tremores de 7,2 e 7,5 afetaram 8,6 milhões de pessoas no país.
- Estima-se que 2,1 milhões enfrentaram abalos fortes nos tremores.
- Constatam-se 1.430 mortes e 3.238 feridos com mais de 50 mil desaparecidos.
- Impacto financeiro pode variar entre 1,5 e três vezes os danos diretos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que os danos materiais causados pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) possam alcançar US$ 6,7 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34,7 bilhões. O valor representa aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano.
A estimativa foi divulgada neste sábado (27) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O levantamento foi elaborado a partir de modelos de avaliação de impacto sísmico, análise de imagens de satélite e informações demográficas.
Os cálculos levam em consideração os prejuízos diretos, como a destruição de residências e de bens produtivos. No entanto, ainda não incluem os impactos indiretos sobre a economia provocados pelo desastre.
Segundo o Pnud, os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 foram sentidos por cerca de 8,6 milhões de pessoas em todo o país. Desse total, aproximadamente 2,1 milhões enfrentaram abalos considerados fortes.
O órgão destaca ainda que a projeção não contempla danos à infraestrutura, paralisação de atividades econômicas nem os custos necessários para a reconstrução das áreas afetadas. Com esses fatores, o impacto financeiro total poderá variar entre 1,5 e três vezes o valor estimado para os danos diretos.
Mais de 1,4 mil mortes
O número de vítimas fatais provocadas pelos terremotos chegou a 1.430, conforme atualização divulgada neste sábado pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
Além dos mortos, as autoridades contabilizam 3.238 pessoas feridas. Até o momento, o governo não divulgou um balanço oficial sobre desaparecidos. Entretanto, plataformas organizadas por entidades da sociedade civil apontam que mais de 50 mil pessoas seguem sem localização.