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Passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus desembarcam em ilha

Operação acompanhada pela OMS prevê retirada isolada de passageiros nas Ilhas Canárias após surto de hantavírus deixar três mortos a bordo do MV Hondius.

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  • O cruzeiro MV Hondius chegou às Ilhas Canárias na Espanha para desembarque de passageiros.
  • A operação prevê exame dos passageiros a bordo, seguido de transferência em ônibus isolados até o aeroporto.
  • O navio seguirá para a Holanda após o desembarque, onde será desinfetado pelo governo holandês e pela empresa responsável.
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha a operação e tranquiliza a população local sobre risco de saúde pública baixo.
Passageiros do MV Hondius começam a desembarcar | Foto: Reprodução/Hannah McKay
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O cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, chegou neste domingo (10) às Ilhas Canárias, na Espanha, para dar início à retirada de passageiros e de parte da tripulação.

O desembarque começou por volta das 5h30 da manhã (horário de Brasília), segundo o Ministério da Saúde local.

A operação inédita prevê que os passageiros sejam examinados a bordo. Em seguida, o Exército espanhol os transfere para terra firme em uma embarcação menor e, depois, em ônibus isolados da população local, até o aeroporto de Tenerife Sul.

Assim que deixam o navio, os passageiros seguem em voos de repatriação organizados por seus países.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que o mecanismo foi montado para impedir contato com a população civil.

Segundo ele, os espanhóis desembarcariam primeiro, seguidos por grupos organizados por nacionalidade, conforme os voos de repatriação estivessem prontos.

Após o desembarque, o navio seguirá para a Holanda, onde o governo holandês e a empresa responsável pela embarcação ficarão encarregados do processo de desinfecção.

OMS acompanha operação

A operação foi acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Tenerife no último sábado (9) para supervisionar o desembarque.

Em carta aberta aos moradores das Canárias, ele tentou tranquilizar a população local e afirmou que o risco para a saúde pública era baixo.

“Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”, escreveu Tedros.

Apesar disso, o chefe da OMS reconheceu que a cepa registrada no cruzeiro é grave. Segundo ele, três pessoas morreram em decorrência do surto.

“Três pessoas perderam a vida, e nossos corações estão com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo”, afirmou. “Esta é a avaliação da OMS, e não a fazemos levianamente.”

A chegada do cruzeiro também provocou apreensão entre moradores de Tenerife, especialmente na região do porto industrial de Granadilla de Abona. Pessoas ouvidas pela agência AFP relataram medo de uma nova crise sanitária semelhante à pandemia de covid-19.

As autoridades das Canárias chegaram a se opor à atracação do MV Hondius. O governo espanhol, porém, aceitou receber o cruzeiro após pedido da OMS.

No sábado, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que oferecer ao navio “um porto seguro” era “um dever moral e legal” da Espanha com seus cidadãos, com a Europa e com o direito internacional.

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