- Petro antecipa discurso de despedida para 20 de julho, data da independência, rompendo com o padrão tradicional de agosto.
- A oposição ultradireita ganha espaço e consolida vitória nas urnas, apesar das críticas do presidente.
- Primeiro turno das eleições teve liderança de Abelardo de la Espriella, candidato ultradireita, com 43,7% dos votos.
- Petro criticou pré-contagem eleitoral e acusou empresa TGS de divergência de 800 mil pessoas no censo.
- Ex-presidente Iván Duque rebateu as críticas de Petro, acusando-o de desrespeitar a democracia.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, irá antecipar o discurso de despedida do cargo no próximo dia 20 de julho, no dia da independência do país. A decisão ocorreu há pouco mais de um mês para o fim do mandato, que só termina em 7 de agosto.
Com a decisão, Petro rompe com o padrão tradicional de agosto. Agora, o debate público será transferido para as ruas no feriado da independência. A oposição de ultradireita ganha espaço e consolida sua vitória nas urnas, apesar dos questionamentos feitos pelo atual mandatário.
A “mobilização geral” organizada por Petro nas ruas ocorre no mesmo compasso da finalização da apuração oficial do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 21 de junho.
QUAL É O CENÁRIO POLÍTICO?
O primeiro turno foi liderado por Abelardo de la Espriella, candidato ultradireita, com 43,7% dos votos. Em seguida veio o governista Iván Cepeda, com 40,90%.
Petro criticou os resultados iniciais e afirmou que não aceitaria a pré-contagem e criticando o software da empresa Thomas Greg & Sons (TGS), apontando uma suposta divergência de 800 mil pessoas no censo eleitoral.
O ex-presidente Iván Duque rebateu as declarações na ocasião, acusando o mandatário de desrespeitar a democracia.