Autoridades de diversos países reagiram neste sábado (3) ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Enquanto líderes de Cuba e Colômbia condenaram a ação militar e pediram diálogo, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou publicamente a operação.
Veja o momento dos ataques:
Em nota e publicações nas redes sociais, governos alinhados à Venezuela criticaram duramente a ofensiva americana. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que seu país observa “com profunda preocupação os relatos sobre ataques e atividades aéreas incomuns” e alertou para o aumento da tensão regional. Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que “Cuba denuncia e demanda URGENTE reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA contra a Venezuela”.
Milei comemora operação
Na contramão das manifestações de repúdio, o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado de Donald Trump e crítico do governo venezuelano, comemorou a captura de Maduro. Em uma postagem, Milei compartilhou a notícia da operação com a frase “A liberdade avança”, lema de seu partido político.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que as forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” em território venezuelano e capturaram Maduro e sua esposa. Segundo ele, mais detalhes sobre a operação serão divulgados em entrevista coletiva marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida. Trump não informou para onde o casal foi levado.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não saber o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores e exigiu uma “prova de vida” do presidente. Segundo ela, os ataques deixaram mortos em diferentes regiões do país, incluindo autoridades, militares e civis. Em nota oficial, o governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão gravíssima” à soberania nacional.
posicionamento russo
Outros países também se manifestaram. A Rússia condenou a “agressão militar”, afirmou que os pretextos usados pelos EUA são “insustentáveis” e defendeu que se evite uma escalada do conflito, priorizando o diálogo. O Irã disse que a ação viola a soberania venezuelana e a Carta da ONU. Já a União Europeia, por meio da chefe de Política Externa, Kaja Kallas, afirmou acompanhar a situação e fez um apelo à contenção, reforçando que os princípios do direito internacional devem ser respeitados.
Brasil e Europa acompanham cenário
O governo brasileiro ainda não se posicionou oficialmente, mas convocou uma reunião de emergência para avaliar a situação. Espanha e Alemanha informaram que monitoram os desdobramentos e defendem uma solução democrática e pacífica para a crise na Venezuela.