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Quem era Nathalia Gadelha, copilota de 20 anos que morreu em queda de jato nos EUA

Filha de brasileiros, jovem era apaixonada por aviação desde a infância, conquistou a primeira licença de piloto aos 17 anos e acumulava mais de 1,3 mil horas de voo.

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  • Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota de jato particular no momento do acidente.
  • A jovem conquistou licença de piloto aos 17 anos e trabalhava como copilota desde 2022.
  • Formada por programa escolar, Nathalia acumulava mais de 1,3 mil horas de voo.
  • Acidente aéreo em Palm Beach deixou nove mortos, incluindo a jovem piloto.
  • Profissão era sonho desde a infância, influenciado pelo pai, que também era piloto.
A mãe descreveu Nathalia como uma jovem responsável, dedicada e determinada a realizar seus objetivos. | Foto: Reprodução
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Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, tinha na aviação um sonho que começou ainda na infância e se transformou em profissão antes mesmo da vida adulta. Filha de brasileiros e nascida nos Estados Unidos, a jovem conquistou sua primeira licença de piloto aos 17 anos e já trabalhava como copilota de aeronaves particulares.

A paixão por voar surgiu por volta dos 12 anos, influenciada pelo pai, que também pilotava aviões por hobby. Nathalia costumava acompanhá-lo e observar as aeronaves no Aeroporto de Boca Raton, na Flórida. Segundo a mãe, Camila Corteleti, a filha era encantada pela sensação de liberdade proporcionada pelos voos.

Foto: reprodução 

Em 2020, ainda adolescente, começou a estudar aviação. Três anos depois, em outubro de 2023, conseguiu a licença de piloto privado enquanto cursava o ensino médio na West Boca Raton Community High School. A formação foi viabilizada por um programa de aviação do distrito escolar do condado de Palm Beach. Na época, Nathalia chegou a comentar, em entrevista à imprensa local, que algumas pessoas achavam curioso ela saber pilotar um avião, mas ainda não ter carteira de motorista.

 Carreira na aviação e planos para o futuro

Aos 20 anos, Nathalia já acumulava mais de 1,3 mil horas de voo e trabalhava havia aproximadamente nove meses como piloto comercial. Ela integrava a equipe da Upper Jets, empresa de fretamento de aeronaves particulares com sede em Fort Lauderdale. Antes de atuar como copilota, a jovem também trabalhou como instrutora de voo. Seu objetivo era avançar na carreira e, futuramente, pilotar aeronaves de companhias aéreas comerciais.

Nas redes sociais, compartilhava registros de sua rotina na aviação, incluindo viagens e experiências na cabine de comando. Em uma das publicações, apareceu ao lado do namorado, que também era piloto, destacando as qualificações profissionais conquistadas pelos dois ainda antes dos 21 anos.

A mãe descreveu Nathalia como uma jovem responsável, dedicada e determinada a realizar seus objetivos. Em entrevista ao New York Times , Camila relembrou a paixão da filha pela profissão e afirmou que ela amava a liberdade de observar o mundo do alto.

Morte durante voo para as Bahamas

Nathalia estava entre as nove pessoas que morreram na queda de um jato particular Learjet 60, no domingo (1º), no condado de Palm Beach, na Flórida. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A família confirmou que a jovem trabalhava como copilota no momento do acidente. As circunstâncias da queda são investigadas pelas autoridades norte-americanas.

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