A Rússia lançou um ataque maciço contra a Ucrânia nesta terça-feira (3), segundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha. Conforme o governo ucraniano, cerca de 450 drones e 70 mísseis teriam sido lançados.
Segundo o prefeito da capital ucraniana, Kiev, 1.170 prédios residenciais na capital ficaram sem aquecimento após o ataque.
"Nem os esforços diplomáticos previstos em Abu Dhabi esta semana, nem as promessas aos Estados Unidos impediram [a Rússia] de continuar a aterrorizar pessoas comuns no inverno mais rigoroso", escreveu Sybiha no X.
Já o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia está priorizando mais ataques em detrimento das negociações de paz.
"Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia", escreveu Zelensky nas redes sociais, destacando que as forças russas atacaram com "mais de 70 mísseis no total, além de 450 drones de ataque".
A ofensiva ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociação que deve ocorrer nesta quarta e quinta.
Nesta segunda-feira (2), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que poderão surgir "boas notícias" nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, que visam encerrar a guerra por meio de diálogos mediados por Washington.
"Acho que estamos indo muito bem com a Ucrânia e a Rússia. É a primeira vez que digo isso. Acho que poderemos ter boas notícias, talvez", disse Trump a repórteres no Salão Oval.
Ele não detalhou as negociações entre Kiev e Moscou. Os combates entre os dois países tiveram início em fevereiro de 2022 e seguem ocorrendo.
Frequentemente, as negociações entre os países travam quando a cessão de territórios ucranianos para a Rússia, uma exigência de Moscou para encerrar as hostilidades, é colocada em pauta.
Negociações
O governo de Kiev está sob pressão dos Estados Unidos para aceitar o acordo para interromper a guerra. Mas, ainda lida com uma campanha de ataques aéreos que devastou o seu sistema de energia durante um dos invernos mais frios dos últimos anos.
Enviados de Moscou, Kiev e dos Estados Unidos se reuniram na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A conversa finalizou sem avanços concretos.