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Rússia liberta ex-fuzileiro dos EUA após conversa entre Trump e Putin

Robert Gilman, preso desde 2022, deixou a Rússia por razões humanitárias após apresentar graves problemas de saúde

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  • Ex-fuzileiro naval americano Robert Gilman foi libertado pela Rússia após conversas entre Trump e Putin.
  • Gilman deixou a prisão por razões humanitárias após piora do estado de saúde, incluindo pneumonia.
  • Trump destacou que a decisão foi tomada sem troca de prisioneiros e agradecido pela libertação.
  • Família aguarda Gilman em hospital militar no Texas, onde receberá atendimento médico.
  • Rubio comemorou a libertação e reforçou esforços para resgatar outros cidadãos americanos detidos.
Robert Gilman em foto de abril de 2026 e em foto divulgada hoje pelo governo Trump | Foto: Vladimir Lavrov/Reuters
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O ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos Robert Gilman foi libertado pela Rússia nesta terça-feira (11), após conversas entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin. Preso desde 2022, o americano deixou o país por razões humanitárias e enfrenta problemas graves de saúde, incluindo pneumonia. Segundo autoridades americanas, médicos acompanharam Gilman durante o voo de retorno aos EUA, onde a família aguarda sua chegada a um hospital militar no Texas.

Libertação ocorreu sem troca

Trump afirmou que a decisão de libertar Gilman foi tomada após sua conversa com Putin. O presidente americano também destacou que não houve troca de prisioneiros para viabilizar a saída do ex-militar.

“Estamos gratos por essa decisão e pelo fato de a Rússia não ter pedido ninguém em troca. Não houve troca de prisioneiros”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

Gilman, natural de Massachusetts, foi preso na Rússia em 2022, aos 28 anos, depois de ser acusado de agredir um policial enquanto estava embriagado em um trem com destino a Moscou.

A libertação ocorreu diante da piora do estado de saúde do americano. Segundo Kirill Dmitriev, assessor especial de Putin, Gilman apresentava um quadro de pneumonia e deixou a prisão por razões humanitárias.

Marco Rubio, afirmou que o governo dos EUA vai seguir nos esforços para libertar outros cidadãos americanos. — Foto: Reprodução/X 

Quadro de saúde preocupava autoridades

De acordo com o senador americano Ed Markey, Gilman havia sido diagnosticado havia cerca de 50 dias com um estupor dissociativo, condição que o deixava sem reação e incapaz de interagir ou se alimentar.

Durante o voo de retorno aos Estados Unidos, médicos acompanharam o ex-fuzileiro. Conforme informações da agência Reuters, um funcionário do governo americano afirmou que Gilman aparentava estar em boas condições.

A família do ex-militar aguarda a chegada dele a um hospital militar no Texas, onde deverá receber atendimento médico.

Rubio cobra libertação de outros americanos

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também comemorou a libertação de Gilman. Em publicação na rede social X, ele agradeceu ao enviado russo Steve Witkoff, apontado como um dos responsáveis por intermediar o processo.

Rubio afirmou, no entanto, que o governo americano continuará trabalhando para retirar outros cidadãos dos EUA que permanecem detidos no exterior.

“Embora reconheçamos esse passo positivo, continuamos buscando o retorno imediato de todos os outros americanos detidos injustamente, incluindo Stephen Hubbard, que é considerado um cidadão mantido preso de forma indevida”, afirmou.

Segundo Rubio, a administração Trump já conseguiu a libertação de mais de 100 cidadãos americanos que estavam presos na Rússia e em outros países.

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