- Autoridades venezuelanas confirmam 1.943 mortes e 10.571 feridos após terremotos de 24 de junho.
- ONU estima que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas, com aumento previsto nas vítimas.
- Estado de La Guaira, próximo a Caracas, é o mais afetado e concentra esforços de resgate.
- Brasil envia quatro voos com ajuda humanitária, incluindo hospital de campanha e 48 profissionais de saúde.
- Comunidades locais organizam-se para distribuir alimentos, enquanto apoio governamental é limitado em áreas como El Junquito.
Autoridades da Venezuela anunciaram nesta terça-feira (30) que aumentou para 1.943 o total de mortes confirmadas nos terremotos gêmeos que atingiram o país em 24 de junho. Ao menos 10.571 pessoas ficaram feridas, de acordo com o governo de Delcy Rodríguez.
A informação foi dada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nome forte do chavismo e irmão da líder interina, ao divulgar o boletim oficial mais recente sobre a tragédia.
As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas, o que indica que o número de vítimas deve aumentar à medida que as equipes de resgate avançam com as operações em edifícios em ruínas. Nesta segunda-feira (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela afirmou que o órgão estava comprando 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres.
Desde os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com alguns segundos de diferença na quarta-feira passada, foram contabilizadas 609 réplicas. Apesar de provocar apreensão entre os moradores, os abalos não causaram mais danos.
O estado mais afetado é La Guaira, próximo à capital Caracas, onde têm se concentrado os esforços de resgate de sobreviventes e retirada de corpos.
Algumas localidades ainda não tiveram apoio do governo federal, segundo relataram a agências de notícias internacionais moradores. É o caso de El Junquito, região montanhosa localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Caracas, moradores afirmam que a presença de autoridades tem sido limitada. Enquanto isso, comunidades locais se organizaram para distribuir alimentos e itens básicos.
Trinta e dois países enviaram ajuda, incluindo equipes de resgate, 400 cães farejadores e mantimentos para doação.
O Brasil enviou quatro voos de ajuda humanitária à Venezuela, segundo o Ministério das Relações Exteriores. A operação mobilizou equipes de busca e resgate urbano da Força Aérea Brasileira, bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, seis cães farejadores e técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
As aeronaves também transportaram um hospital de campanha da Marinha do Brasil, 48 profissionais de saúde, medicamentos e insumos suficientes para atender cerca de 1.500 pessoas durante um mês, além de cem purificadores de água movidos a energia solar, capazes de produzir até 5 mil litros de água potável por dia cada. O voo mais recente foi realizado no domingo (28), levando mais 35 bombeiros e equipamentos para uma missão de 15 dias.
(Com informações da FolhaPress)