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Tarifaço de Trump: novas taxas entram em vigor nesta terça-feira (24)

Apesar da promessa de 15% de Trump, alfândega aplicou 10%. Estudo aponta queda de 13,6 pontos na tarifa média

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/ EUTERS/Nathan Howard
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A nova rodada de tarifas globais dos Estados Unidos passa a vigorar nesta terça-feira (24) com alíquota de 10%. Inicialmente prometida pelo presidente Donald Trump em 15%, a medida foi ajustada pela alfândega americana.

O anúncio ocorre após decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegais tarifas emergenciais aplicadas unilateralmente pelo republicano nos últimos meses, invalidando a cobrança anterior.

novas tarifas

A medida tem como base legal a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o presidente dos EUA a impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais.

Após a decisão da Corte, Trump publicou em sua rede social Truth Social que elevaria “com efeito imediato, a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas, sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”.

No entanto, a implementação oficial da tarifa global entrou em vigor nesta terça com alíquota de 10%, conforme informado pela alfândega americana.

Brasil deve ser maior beneficiado

Levantamento da plataforma Global Trade Alert indica que o Brasil será o país mais favorecido pela nova configuração tarifária. A redução das tarifas médias aplicadas às exportações brasileiras deve passar de 26,3% para 12,8%, uma queda de 13,6 pontos percentuais.

Produtos do agronegócio, como carne bovina, laranjas e suco de laranja, estão isentos da tarifa global, garantindo competitividade aos exportadores brasileiros.

Oportunidades apontadas por Alckmin

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), avaliou que a medida abre oportunidades para ampliar o comércio bilateral com os Estados Unidos.

Durante evento na Fiesp nesta segunda-feira (23), Alckmin declarou:

"Essa decisão não tem problema. Abre uma avenida em termos de ter um melhor comércio com os Estados Unidos."

O presidente em exercício destacou ainda a relevância do mercado americano para produtos industriais.

"Embora os Estados Unidos sejam nosso terceiro maior parceiro comercial em volume total, eles são o 'primeiríssimo' em produtos industriais, em manufatura. A China compra muita commodity, mas quem compra máquina, avião e motor são os Estados Unidos."

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