- Terremoto de magnitude 5,9 atingiu a China nesta terça-feira, segundo o USGS.
- O abalo ocorreu às 18h36, a 269 km ao sul-sudeste de Dunhuang, na província de Gansu.
- Estima-se que 338 mil pessoas tenham sentido tremores leves e 8 mil tremores fortes.
- O epicentro está a centenas de quilômetros de centros urbanos importantes da região.
- O terremoto ocorreu em área de alta atividade sísmica, associada à colisão de placas tectônicas.
Um terremoto de magnitude 5,9 atingiu a China nesta terça-feira (18), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor ocorreu às 18h36, no horário de Brasília, a aproximadamente 269 quilômetros ao sul-sudeste de Dunhuang, na província de Gansu. Até o momento, não há informações sobre vítimas relacionadas ao abalo.
Impacto
De acordo com a avaliação preliminar do sistema PAGER, do USGS, há baixa probabilidade de mortes causadas pelo terremoto. O órgão considera possível a ocorrência de alguns danos, mas avalia que os impactos devem ser relativamente localizados.
O USGS estima que cerca de 338 mil pessoas tenham sido expostas a tremores leves e aproximadamente 8 mil a tremores considerados fortes.
Entre as localidades que podem ter sentido o abalo está Golmud, cidade com cerca de 215 mil habitantes. O local recebeu intensidade IV na Escala de Mercalli Modificada, correspondente a um tremor leve.
A cidade de Dangcheng, com população estimada em 10 mil habitantes, também aparece entre as localidades potencialmente afetadas.
Distância
O epicentro está localizado a centenas de quilômetros de importantes centros urbanos da região. Dunhuang fica a aproximadamente 269 quilômetros do ponto do terremoto.
Já Jiayuguan está a cerca de 324 quilômetros, enquanto Jiuquan fica a aproximadamente 334 quilômetros do epicentro.
Atividade sísmica
O terremoto ocorreu em uma área relacionada ao complexo sistema tectônico do Himalaia, considerada uma das regiões de maior atividade sísmica do mundo e de áreas próximas.
Segundo o USGS, a atividade sísmica na região está associada principalmente à colisão das placas tectônicas Indiana e Eurasiática.
As duas placas convergem a uma velocidade estimada entre 40 e 50 milímetros por ano. O movimento da placa Indiana em direção ao norte, sob a placa Eurasiática, contribui para a ocorrência de terremotos em uma extensa área da Ásia.