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Trump admite dificuldades em negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

Durante encontro com o chanceler alemão, Donald Trump afirmou que a guerra na Ucrânia é prioridade, mas reconheceu que processo de mediação é mais complexo

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Carlos Barria/REUTERS
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Durante reunião com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, nesta terça-feira (3), Donald Trump afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia está no topo de sua lista de prioridades. Ao mesmo tempo, reconheceu que as negociações para encerrar a guerra têm se mostrado mais difíceis do que imaginava.

"Eu achei que seria mais fácil com essa, mas há muita animosidade entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Já vi muito ódio na minha vida, mas esse está entre os maiores", declarou Trump. Apesar do cenário desafiador, o ex-presidente afirmou acreditar que um acordo de paz ainda é possível.

Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, presidentes da Rússia e da Ucrânia, respectivamente - Foto: Gavriil GRIGOROV e Nhac NGUYEN / AFP

Experiência prévia em mediações

Trump destacou que já participou de negociações que resultaram no fim de oito conflitos internacionais, citando disputas entre Índia e Paquistão como exemplos. Ainda assim, admitiu que o nível de antagonismo entre Putin e Zelensky representa um desafio excepcional para qualquer mediação.

Impacto humanitário da guerra

O ex-presidente expressou preocupação com o custo humano do conflito, afirmando que cerca de 30 mil soldados morrem por mês. "É uma guerra estúpida e eu gostaria de ver o fim. É a pior desde a Segunda Guerra Mundial", comentou.

Outras questões geopolíticas

Durante o encontro, Trump também mencionou a situação no Oriente Médio e as tensões com o Irã, mas reafirmou que a resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo prioridade central, mesmo à distância geográfica dos Estados Unidos.

"Eles precisam conversar. É claro que se odeiam. E isso tem um impacto. É ruim para ambos", concluiu Trump, referindo-se à necessidade de diálogo entre os líderes russo e ucraniano para avançar em uma solução para a guerra que já dura mais de dois anos.

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