Durante reunião com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, nesta terça-feira (3), Donald Trump afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia está no topo de sua lista de prioridades. Ao mesmo tempo, reconheceu que as negociações para encerrar a guerra têm se mostrado mais difíceis do que imaginava.
"Eu achei que seria mais fácil com essa, mas há muita animosidade entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Já vi muito ódio na minha vida, mas esse está entre os maiores", declarou Trump. Apesar do cenário desafiador, o ex-presidente afirmou acreditar que um acordo de paz ainda é possível.
Experiência prévia em mediações
Trump destacou que já participou de negociações que resultaram no fim de oito conflitos internacionais, citando disputas entre Índia e Paquistão como exemplos. Ainda assim, admitiu que o nível de antagonismo entre Putin e Zelensky representa um desafio excepcional para qualquer mediação.
Impacto humanitário da guerra
O ex-presidente expressou preocupação com o custo humano do conflito, afirmando que cerca de 30 mil soldados morrem por mês. "É uma guerra estúpida e eu gostaria de ver o fim. É a pior desde a Segunda Guerra Mundial", comentou.
Outras questões geopolíticas
Durante o encontro, Trump também mencionou a situação no Oriente Médio e as tensões com o Irã, mas reafirmou que a resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo prioridade central, mesmo à distância geográfica dos Estados Unidos.
"Eles precisam conversar. É claro que se odeiam. E isso tem um impacto. É ruim para ambos", concluiu Trump, referindo-se à necessidade de diálogo entre os líderes russo e ucraniano para avançar em uma solução para a guerra que já dura mais de dois anos.