O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional em relação a Cuba e criou um mecanismo para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha. A ordem executiva foi assinada nesta terça-feira (29).
Segundo o governo americano, as tarifas poderão atingir produtos importados de países que, direta ou indiretamente, abasteçam Cuba com petróleo, com base em avaliações de segurança nacional e política externa.
BRASIL SERÁ IMPACTADO?
Ainda não estão claros os possíveis impactos para o Brasil. Em 2025, o país importou US$ 2,9 milhões de Cuba e exportou US$ 283,3 milhões, com destaque para produtos do agronegócio. Embora não haja registro de venda de petróleo cru ao país caribenho, foram exportados derivados de petróleo já processados.
A ordem da Casa Branca cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis aos EUA, como Rússia, China e Irã, além dos grupos Hamas e Hezbollah, classificados como terroristas por Washington.
TOLERÂNCIA ZERO
O texto também menciona violações de direitos humanos e ações que, segundo o governo americano, desestabilizam a região.
Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais, diz a ordem.
As tarifas não são automáticas. O Departamento de Comércio ficará responsável por identificar os países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o Departamento de Estado decidirá se e em que nível as tarifas serão aplicadas. A medida entra em vigor nesta quinta-feira (30).
AÇÕES RADICAIS
O texto prevê ainda que o governo dos EUA poderá endurecer as ações caso países afetados reajam ou adotem retaliações.
Trump vem endurecendo o discurso contra Cuba desde o início do ano, quando os Estados Unidos executaram uma operação para capturar o ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela.