O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu demitir a procuradora-geral do país, Pam Bondi. A informação foi inicialmente divulgada pela imprensa norte-americana e posteriormente confirmada pelo próprio presidente.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que Bondi deixará o governo para atuar no setor privado e anunciou que seu adjunto, Todd Blanche, assumirá o cargo de forma interina.
Na mensagem, Trump fez elogios à atuação de Bondi, destacando sua condução de políticas de combate ao crime.
Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excepcional supervisionando uma repressão massiva ao crime em todo o país, com os homicídios caindo para o nível mais baixo desde 1900. Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego.
Bastidores indicam insatisfação
Apesar do tom elogioso, relatos de funcionários da Casa Branca, ouvidos sob anonimato pela imprensa, apontam que Trump estava insatisfeito com a atuação da procuradora.
Entre os fatores citados estão críticas à condução de investigações relacionadas ao caso Jeffrey Epstein, tema que gerou repercussão inclusive entre apoiadores do presidente. Segundo esses relatos, Trump avaliava que Bondi não atuava com a rapidez desejada em processos envolvendo críticos e adversários políticos, especialmente no caso Epstein.
Atuação no Departamento de Justiça
Durante sua gestão, Bondi foi uma aliada próxima de Trump e atuou na implementação de pautas alinhadas ao governo.
Sua passagem pelo Departamento de Justiça também foi marcada por mudanças na relação tradicional de independência entre o órgão e a Casa Branca, especialmente em investigações de maior repercussão.