O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que não pretende prorrogar o cessar-fogo com o Irã, que expira nas próximas horas, mesmo após pedido do Paquistão para ampliação da trégua. A declaração foi dada em entrevista à CNBC, em meio às negociações entre os países e à continuidade das tensões no Oriente Médio.
Pedido de extensão
O Paquistão, que atua como mediador, solicitou a prorrogação do cessar-fogo iniciado em 8 de abril. Em reunião com a representante diplomática dos EUA, o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, destacou a necessidade de diálogo entre as partes.
Apesar do pedido, Trump rejeitou a possibilidade. “Não quero fazer isso. Não temos tanto tempo assim”, afirmou. Em outro momento, acrescentou: “Acho que vou bombardear, porque acho que é uma atitude melhor”.
Posicionamento do Irã
O governo iraniano ainda não confirmou participação em uma nova rodada de negociações. A porta-voz, Fatemeh Mohajerani, afirmou que o país não deseja novos ataques, mas respondeu sobre uma possível reação.
“Não queremos ser atacados novamente, mas se tais ataques ocorrerem, definitivamente responderemos com mais firmeza do que antes”, declarou.
Interceptação de petroleiro
As tensões aumentaram após forças dos Estados Unidos interceptarem um petroleiro ligado ao Irã em águas internacionais. Segundo o Comando Central americano, a abordagem ocorreu sem incidentes.
A embarcação transportava cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto e havia indicado Singapura como destino, de acordo com dados de monitoramento marítimo.
Impasse nuclear
O programa nuclear iraniano segue como ponto central das negociações. Os Estados Unidos exigem restrições ao enriquecimento de urânio, enquanto o Irã defende o direito de manter suas atividades.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não aceitará negociações sob pressão.
Prazo do cessar-fogo
O cessar-fogo, iniciado em 8 de abril, tem duração de 14 dias e deve se encerrar entre a noite desta terça-feira (21) e a madrugada de quarta-feira (22), considerando os fusos horários. Até o momento, não há confirmação de extensão do acordo.