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Trump desiste de pedágio em Ormuz e aposta em acordos comerciais com países do Golfo

Presidente dos EUA abandona proposta de cobrar taxa de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz, mas afirma que manterá bloqueio a portos iranianos.

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  • Trump anuncia desistência da taxa de 20% sobre mercadorias pelo Estreito de Ormuz.
  • Governo dos EUA busca acordos comerciais e de investimento com países do Golfo.
  • Secretário de Estado, Marco Rubio, criticou a proposta de cobrança de pedágio marítimo.
  • Organização Marítima Internacional reforça que a rota deve permanecer livre de taxas.
  • Bloqueio aos portos iranianos será mantido como parte da política de pressão sobre o Irã.
Trump desiste de pedágio em Ormuz e aposta em acordos comerciais com países do Golfo | Foto: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (14) que desistiu da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre mercadorias transportadas pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. Em vez da cobrança, o governo americano pretende firmar acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo. Apesar da mudança, Trump afirmou que manterá o bloqueio aos portos do Irã.

Mudança de estratégia

A decisão foi divulgada pelo próprio presidente em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo Trump, a mudança ocorreu após conversas com lideranças da região.

"Com base em conversas altamente produtivas com lideranças do Oriente Médio, decidi substituir a Taxa de Reembolso aos Estados Unidos de 20% por acordos comerciais e de investimento que os vários países do Golfo realizarão com os Estados Unidos", afirmou.

Na segunda-feira (13), Trump havia anunciado que a cobrança serviria para compensar os custos dos Estados Unidos com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.

Cobrança enfrentou críticas

A proposta encontrou resistência dentro do próprio governo americano. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou anteriormente que o direito internacional não permite a cobrança de pedágios em vias marítimas internacionais.

"É uma via navegável internacional. Nenhum país tem permissão para cobrar pedágios ou taxas em uma via navegável internacional. Isso é o que determina o direito internacional vigente", declarou Rubio.

O vice-presidente JD Vance também defendeu que rotas marítimas internacionais devem permanecer livres de tarifas. Em maio, o próprio Trump havia afirmado que desejava manter o Estreito de Ormuz aberto e sem cobranças.

"Queremos que ele esteja aberto. Queremos que seja livre. Não queremos pedágios. É internacional. É uma via navegável internacional", disse o presidente na ocasião.

Bloqueio ao Irã permanece

Embora tenha abandonado a proposta do pedágio, Trump reiterou que o bloqueio aos portos iranianos será mantido como parte da política de pressão sobre o Irã.

A proposta de taxação também foi contestada pela Organização Marítima Internacional (OMI), que reforçou que a passagem pelo Estreito de Ormuz deve permanecer livre de pedágios e taxas, conforme prevê o direito internacional. O governo do Reino Unido também defendeu que a rota continue aberta e sem qualquer tipo de cobrança.

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