O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que não foi convencido por Israel a entrar na guerra contra o Irã, em meio à escalada do conflito iniciado em 28 de fevereiro e às novas tensões no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita nas redes sociais, enquanto o vice-presidente JD Vance lidera uma delegação americana em negociações no Paquistão, que atua como mediador entre os países.
Segundo Trump, a decisão de entrar no conflito não partiu de pressão externa. “Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã; os acontecimentos de 7 de outubro, somados à minha opinião de toda a vida de que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear, foram o que fizeram isso”, afirmou o presidente em publicação na rede Truth Social.
Declarações
O presidente também comentou sobre os desdobramentos da guerra, afirmando que espera resultados positivos para o futuro. “Os resultados no Irã serão incríveis e, se os novos líderes do Irã forem inteligentes, o Irã pode ter um futuro grandioso e próspero”, declarou.
Além disso, Trump indicou que há possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas. Em entrevista à emissora Fox News, ele afirmou que um acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã pode ser firmado ainda nesta segunda-feira (20), durante reuniões no Paquistão.
Negociações
As tratativas ocorrem com mediação do governo paquistanês. A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado de autoridades como o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.
Apesar da movimentação diplomática, o Irã afirmou que ainda não decidiu se participará da nova rodada de negociações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, declarou que “neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito”.
Tensão marítima
O cenário de instabilidade também envolve ações militares no Golfo de Omã. O Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM) divulgou imagens da interceptação de um cargueiro iraniano no domingo (19). De acordo com Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval imposto pelos americanos.
“Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo”, afirmou o presidente. O navio, identificado como Touska, já estava sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA.
Escalada do conflito
O Irã classificou a ação como violação do cessar-fogo e prometeu resposta. A tensão ocorre em um momento de instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.
Nos últimos dias, houve mudanças na situação da rota marítima. Após anunciar a reabertura, o Irã voltou a restringir a passagem devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos (EUA). Além disso, a Guarda Revolucionária iraniana realizou disparos contra petroleiros na região, o que foi criticado por Trump.
O conflito segue sem definição, com movimentações militares e tentativas diplomáticas acontecendo simultaneamente no cenário internacional.