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Ucrânia lança ataque com 450 drones contra Moscou no último dia das eleições na Rússia

Prefeito afirma que mais de 1.600 drones foram abatidos em todas as frentes no país; ataque deixou três mortos na região

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  • Ucrânia ataca Moscou com mais de 1.600 drones, sendo 450 direcionados à capital, segundo autoridades russas.
  • Ataque ocorre no último dia das eleições parlamentares russas, acusadas de serem planejadas para interromper o processo.
  • Refinaria de petróleo de Moscou foi atingida, com fumaça saindo da área, e outras estruturas sofreram danos.
  • Zelensky confirma ataques com drones e mísseis, visando infraestrutura russa que sustenta a guerra.
  • Rússia registra três mortes e danos em prédios residenciais, incluindo evacuação de 400 pessoas em incêndio.
Nuvens de fumaça em refinaria de petróleo em Moscou, na Rússia | Foto: REUTERS/Stringer
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A Ucrânia realizou neste domingo (20) um dos maiores ataques de drones contra Moscou desde o início da guerra, segundo autoridades russas. A ofensiva ocorreu no último dia das eleições parlamentares da Rússia, promovida pelo presidente Vladimir Putin, e também envolveu mísseis de longo alcance.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que mais de 1.600 drones foram interceptados pelas forças russas desde sábado (19), sendo 450 deles direcionados à capital. Ele classificou a ofensiva como o maior ataque de drones já registrado contra Moscou.

Ataque ocorre no último dia da eleição

Sobyanin afirmou que o ataque teria sido planejado para interromper as eleições parlamentares russas, que chegaram neste domingo ao terceiro e último dia de votação. A declaração é uma acusação das autoridades russas e não foi apresentada com evidências públicas na manifestação do prefeito.

“Esse ataque sem precedentes foi claramente planejado com o objetivo de interromper as eleições. O inimigo não teve sucesso”.

Um dos drones atingiu um prédio residencial na região de Moscou, mas não deixou vítimas fatais no local.

Ucrânia ataca Moscou, capital da Rússia, com cerca de 450 drones | Foto: Reprodução X 

Refinaria de petróleo é atingida

A refinaria de petróleo de Moscou, uma das principais instalações de combustível da capital russa, também foi atingida durante a ofensiva. Segundo Sobyanin, vários drones chegaram às instalações.

Imagens divulgadas após o ataque mostraram fumaça saindo da área da refinaria. A instalação já havia sido alvo de ataques ucranianos em outras ocasiões.

Além da refinaria, autoridades e veículos locais relataram danos a prédios residenciais e outras estruturas na região de Moscou. O ataque também provocou restrições temporárias em aeroportos da capital.

Zelensky confirma ofensiva

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que as forças ucranianas realizaram ataques de longo alcance contra alvos na Rússia. Segundo ele, foram utilizados drones e mísseis de fabricação ucraniana.

Zelensky afirmou que uma instalação da indústria petrolífera e uma estrutura logística foram atingidas e classificou esses locais como parte da infraestrutura que sustenta a capacidade russa de manter a guerra.

“São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra”, afirmou.

Em publicação no X, Zelensky também declarou que os ataques tinham como alvo estruturas relacionadas à infraestrutura usada pela Rússia para sustentar o conflito.

“Moscou precisa pôr fim à sua guerra brutal e escolher a paz em vez de construir sucessivas camadas de defesa aérea às custas de outras regiões. Medidas para reduzir a escalada estão sobre a mesa, nas áreas de energia e segurança alimentar. O que falta é vontade política.”

Rússia registra três mortes

Segundo autoridades russas, três pessoas morreram na região de Moscou em decorrência dos ataques. Também houve feridos e danos em imóveis residenciais. Em um dos casos, um incêndio provocado pela queda de um drone em um prédio de 21 andares levou à evacuação de cerca de 400 pessoas.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que, somente durante a noite, 1.110 drones ucranianos foram interceptados sobre diferentes regiões russas, a Crimeia ocupada pela Rússia e o Mar Negro. O número se refere aos drones que Moscou afirma ter derrubado, e não necessariamente ao total lançado pela Ucrânia.

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