A Justiça dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (13), a ação movida pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal. O processo envolvia acusações de difamação relacionadas a uma reportagem que mencionava uma suposta carta enviada por Trump ao financista Jeffrey Epstein.
A decisão foi proferida pelo juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital de Miami. Segundo ele, o presidente não conseguiu comprovar que o conteúdo publicado pelo jornal teve intenção maliciosa — um dos principais critérios exigidos em casos de difamação envolvendo figuras públicas.
De acordo com o magistrado, a ação não atendeu ao padrão jurídico necessário para esse tipo de processo, que exige a demonstração de que a informação foi divulgada com conhecimento de sua falsidade ou com desprezo pela verdade. Ainda assim, o juiz autorizou que Trump apresente uma versão revisada da ação até o dia 27 de abril.
Entendimento da decisão
Na avaliação da Justiça, o jornal adotou medidas que reforçam a transparência do conteúdo publicado. Entre elas, está o fato de que o The Wall Street Journal buscou o posicionamento prévio de Trump e incluiu a negativa do presidente na reportagem.
Para o juiz, esse procedimento permitiu que os leitores formassem suas próprias conclusões, o que enfraquece a alegação de que houve má-fé na publicação.
Apesar disso, a decisão não analisou o mérito das acusações. Ou seja, não foi determinado se Trump de fato escreveu ou não a carta mencionada na reportagem, nem se tinha relação próxima com Jeffrey Epstein.
Reação e próximos passos
Após a decisão, Trump se manifestou nas redes sociais afirmando que o caso não foi encerrado. Segundo ele, a rejeição representa apenas uma oportunidade para reformular a ação, que deve ser reapresentada dentro do prazo estabelecido pela Justiça.
Já a empresa responsável pelo jornal, a Dow Jones, declarou estar satisfeita com o resultado e reiterou confiança na qualidade e precisão das reportagens publicadas.
O caso segue em aberto e poderá ter novos desdobramentos nas próximas semanas, a depender da decisão do presidente de reapresentar ou não a ação judicial.