- Mãe de gêmeas craniópagas homenageia filhas nas redes sociais após morte durante cirurgia de separação.
- Gêmeas, de 2 anos, morreram após quinta e última etapa da cirurgia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
- Procedimento envolveu mais de 50 profissionais e durou 15 horas, com morte confirmada após operação complexa.
- Separação das gêmeas foi planejada desde 2024, com etapas realizadas em diferentes meses do ano passado.
- Caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas no hospital, mas o primeiro que terminou com morte das pacientes.
A mãe das gêmeas Heloiza e Helena, de 2 anos, que morreram durante a etapa final da cirurgia de separação, prestou uma homenagem às filhas nas redes sociais. As meninas nasceram unidas pela cabeça e estavam sendo submetidas a um complexo procedimento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP).
Claudilene Aparecida dos Santos alterou a foto de perfil no Instagram para uma ilustração de uma mulher interagindo com dois bebês com asas, em referência às filhas. Na publicação, ela escreveu uma mensagem de despedida: “Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas daí do céu”.
O velório e o sepultamento de Heloiza e Helena foram realizados no domingo (16), em São José dos Campos (SP), cidade onde a família vive.
O que aconteceu com as gêmeas?
Heloiza e Helena nasceram unidas pela cabeça, condição conhecida como craniópagas. No último fim de semana, elas passaram pela quinta e última etapa do procedimento planejado para realizar a separação.
Segundo informações do Hospital das Clínicas, a morte das meninas foi confirmada após 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais, entre integrantes da equipe médica e funcionários de apoio.
O planejamento para a separação das gêmeas começou em 2024. Para aumentar as chances de sucesso e reduzir os riscos, os médicos optaram por dividir o tratamento em diferentes etapas.
As quatro primeiras cirurgias foram realizadas conforme o planejamento. A primeira ocorreu em agosto de 2025 e permitiu concluir cerca de 25% do processo de separação.
Em novembro do mesmo ano, as meninas passaram por uma segunda cirurgia, que durou aproximadamente dez horas. A terceira etapa foi realizada em fevereiro de 2026, quando os profissionais concluíram cerca de 75% da separação dos cérebros e dos vasos sanguíneos.
Já em março, Heloiza e Helena foram submetidas à quarta cirurgia. Na ocasião, foram colocadas bolsas de expansão de pele para aumentar a quantidade de tecido disponível para o fechamento dos crânios após a separação.
A última etapa começou neste fim de semana e tinha como objetivo concluir a separação das irmãs. Depois do procedimento, ainda seria necessário um longo período de recuperação e reabilitação.
O caso das meninas foi o terceiro de gêmeas craniópagas tratado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo a instituição, foi o primeiro caso conduzido pelo hospital que terminou com a morte das pacientes.