O programa social Minha Casa, Minha Vida possui quatro faixas de atuação para atender famílias com renda de até 12 mil reais mensais. Apenas em 2025, foram destinados R$180 bilhões para a iniciativa. Neste ano, a meta do governo federal é atingir o total de 3 milhões de moradias contratadas.
No entanto, no ano passado algumas alterações foram realizadas no programa. Agora, existe a nova “faixa 4” que atende famílias detentoras de uma renda média entre R$8,6 a R$12 mil que podem financiar imóveis de até R$500 mil.
Para isso, os beneficiários devem se atentar a alguns requisitos: a duração total do financeiro deve ser de até 420 meses (35 anos), a taxa de juros será de 10% ao ano (as taxas atuais de mercado são acima de 11,5% ao ano) e não terá subsídio do governo.
MUDANÇAS NAS FAIXAS JÁ EXISTENTES
Com a criação da nova faixa, as demais também sofreram algumas modificações:
- Faixa 1 - Atende famílias com renda de até R$ 2, 850 mensais;
- Faixa 2 - Teto de R$ 4,7 mil mensais
- Faixa 3 - Renda equivalente até R$ 8,6 mensais
- Faixa 4 - Famílias com renda de até R$ 12 mil
Um outro ponto é que o valor dos imóveis financiáveis em municípios com menos de 100 mil habitantes elevou de R$210 mil a R$ 230 mil. Este valor equivale a um aumento de 11% a 16%. A ideia seria estimular a oferta habitacional nessas regiões.
QUEM TEM DIREITO?
Os beneficiários do programa precisam ter renda mensal de até R$12 mil, e anual, de até R$144 mil, em áreas urbanas e rurais, respectivamente, e podem se inscrever no Minha Casa, Minha Vida.
CENÁRIO NO PIAUÍ
No Piauí, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contratou mais de 27 mil moradias entre 2023 e o início de 2026. Apenas na capital, Teresina, mais de 100 mil pessoas se inscreveram para novas etapas do programa em 2025, com 48 mil cadastros validados para seleção de beneficiários.
Já o Nordeste, por sua vez, é a segunda Região do país com maior índice de financiamento com 557,3 mil unidades e R$ 68,62 bilhões investidos.