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Moraes dá 90 dias para PF periciar imagens de operação com mais de 120 mortos no Rio de Janeiro

A medida atende a um pedido da própria corporação, que relatou dificuldades técnicas para acessar os vídeos enviados inicialmente em formato digital

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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou um prazo de 90 dias para a PF analisar imagens de câmeras corporais de policiais durante a Operação Contenção no Rio de Janeiro.
  • A operação resultou em mais de 120 mortes, incluindo cinco agentes de segurança, e o ministro determinou que o governo do estado e o Ministério Público indiquem trechos das gravações a serem priorizados.
  • O material reúne cerca de 4.500 horas de imagens e o acesso ao laudos necroscópicos das vítimas da operação foi autorizado para contribuir com as investigações.
  • A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 635, que visa reduzir a letalidade em operações policiais no Rio de Janeiro.
Ao todo, o material reúne cerca de 4.500 horas de imagens | Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (29) um prazo de 90 dias para que a Polícia Federal realize a perícia nas imagens registradas por câmeras corporais de policiais durante a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro.

A operação, que teve como alvo o Comando Vermelho, ocorreu em outubro do ano passado e resultou em mais de 120 mortes, incluindo cinco agentes de segurança.

Segundo a decisão, o prazo para análise só começará a contar após a PF receber todos os arquivos em mídias físicas. A medida atende a um pedido da própria corporação, que relatou dificuldades técnicas para acessar os vídeos enviados inicialmente em formato digital.

Para agilizar o trabalho pericial, Moraes também determinou que o governo do estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público indiquem, em até dez dias, quais trechos das gravações devem ser priorizados. Ao todo, o material reúne cerca de 4.500 horas de imagens.

“Determino […] a indicação precisa e objetiva dos trechos de interesse nas 4.500 horas de gravação, delimitando os eventos e condutas relevantes para a apuração”, diz trecho da decisão.

Acesso a laudos e contexto da ação

O ministro ainda autorizou o acesso do Ministério Público aos laudos necroscópicos das vítimas da operação, o que deve contribuir para o avanço das investigações.

A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 635, ação em que o STF acompanha e estabelece medidas para reduzir a letalidade em operações policiais no Rio de Janeiro.

Ao longo do processo, a Corte já determinou uma série de regras para atuação das forças de segurança em comunidades, com o objetivo de minimizar os impactos e garantir maior controle sobre as ações policiais.

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