- Carmen de Oxum morreu na sexta-feira (12) em São Paulo.
- A yalorixá era uma das principais lideranças das religiões de matriz africana no estado.
- Ela dedicou décadas à preservação das tradições afro-brasileiras e ao fortalecimento do candomblé.
- Carmen de Oxum foi uma figura importante do candomblé paulista, símbolo de acolhimento e resistência.
Carmen de Oxum, considerada uma das principais lideranças das religiões de matriz africana em São Paulo, morreu nesta sexta-feira (12). A informação foi divulgada pelo filho, Cláudio Maciel, por meio das redes sociais. Reconhecida pela atuação religiosa, social e cultural, a yalorixá dedicou décadas à preservação das tradições afro-brasileiras e ao fortalecimento do candomblé.
Na publicação em que comunicou a morte da mãe, Cláudio destacou a importância de Carmen de Oxum para a comunidade religiosa e para a cultura afro-brasileira. “Com um simples olhar acolhia, protegia sem distinção”, escreveu. Ele também afirmou que a mãe foi uma das maiores representantes paulistas da cultura afro-brasileira.
Trajetória marcada pela fé
Nascida em Curvelo, em Minas Gerais, Carmen de Oxum mudou-se ainda criança para São Paulo. Filha de uma família humilde, enfrentou dificuldades financeiras durante a infância, mas encontrou na espiritualidade um caminho que a acompanharia por toda a vida.
Ao longo dos anos, tornou-se uma das yalorixás mais respeitadas do estado de São Paulo, sendo reconhecida pela atuação em defesa das tradições religiosas de matriz africana e pela luta contra a intolerância religiosa.
Defesa da cultura afro-brasileira
Além da atuação religiosa, Carmen de Oxum ficou conhecida pelo trabalho voltado à valorização da cultura afro-brasileira e pela preservação dos saberes ancestrais transmitidos dentro dos terreiros.
Sua trajetória foi marcada pelo fortalecimento do candomblé e pelo acolhimento de diversas gerações de praticantes da religião. Para admiradores e integrantes da comunidade de axé, ela se tornou uma referência de resistência e compromisso com as tradições africanas no Brasil.
Homenagem do filho
Ao lamentar a morte da mãe, Cláudio Maciel destacou o legado deixado pela líder religiosa.
“Não perdemos apenas mais uma militante de axé, mas um símbolo de perseverança e compromisso com a nossa religião”, escreveu.
A declaração repercutiu entre seguidores, lideranças religiosas e membros da comunidade afro-brasileira, que prestaram homenagens à yalorixá nas redes sociais.
Legado deixa marca na comunidade
Carmen de Oxum deixa sete filhos, 12 netos e uma bisneta. Seu legado permanece associado à defesa da fé, da cultura afro-brasileira e da valorização das religiões de matriz africana.
Ao longo de décadas de atuação, a líder religiosa consolidou seu nome como uma das figuras mais importantes do candomblé paulista, tornando-se símbolo de acolhimento, resistência e preservação das tradições ancestrais.