Mulher mais rica da Índia pediu demissão aos 49 e fez fortuna de R$ 27 bi

Falguni Nayar tornou-se a self-made woman mais rica da Índia graças ao seu rápido crescimento no varejo de moda e beleza

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Nay | reprodução

A mulher mais rica da Índia, Falguni Nayar, fundadora da grife de moda e beleza Nykaa em Bombaim, tem um conselho para as empreendedoras: “Deixe os holofotes da sua vida estarem em você.” Isso ressoa em sua própria jornada para gerar uma empresa avaliada em US$ 11 bilhões (R$ 50,85 bilhões na cotação atual). O nome é derivado da palavra em sânscrito “Nayaka”, que significa “aquele que está no centro das atenções”.

Mulher mais rica da Índia pediu demissão aos 49 e fez fortuna de RS 27 bilhões

Nayar foi consultora de investimentos por 19 anos no principal banco da Índia, o Kotak Mahindra Bank. Durante esse tempo, trabalhou em estreita colaboração com a elite empresarial da Índia, incluindo seu chefe, Uday Kotak, o respeitado bilionário fundador do banco. Como diretora administrativa da subsidiária Kotak Investment Banking, apertou as mãos de dezenas de indianos empreendedores, incluindo o agora bilionário Harsh Mariwala, da empresa de bens de consumo Marico e Ajay Bijli, da rede de cinemas PVR. Foi ela quem os ajudou a abrir o capital de suas empresas.

E ela abriu mão de tudo isso um ano antes de completar 50 anos para fundar seu próprio negócio.

“Você tem que ser o ator principal da sua vida”, diz Nayar, que fundou a primeira loja em 2012. Investiu US$ 2 milhões (R$ 9,2 milhões) nos primeiros anos, junto com o marido, Sanjay Nayar, CEO da gigante americana de private equity KKR. O casal se conheceu por frequentar o mesmo grupo de estudos no prestigiado Indian Institute of Management em Ahmedabad.

Investidores nacionais

Um de seus primeiros credores foi o cofundador bilionário da KKR, Henry Kravis. “Ele era um grande torcedor desde o primeiro dia”, diz Nayar. “Ele me incentivou a iniciar minha jornada. Ele queria ter uma participação na primeira rodada de captação de recursos, mas eu queria mantê-la para investidores nacionais”. Kravis acabou comprando uma participação de outro investidor e ficou com uma fatia de 1,1% da empresa.

A jornada tem sido bem-sucedida até agora. A Nykaa vende 4 mil marcas, de sprays a cremes para a pele até saias, todas disponíveis online e em 102 lojas em 45 cidades. E tornou-se lucrativa no ano fiscal encerrado em março de 2021. Oito meses depois, a marca abriu o capital. Foi uma das raras startups a obter lucro antes de fazer esse movimento. O IPO de US$ 13 bilhões (R$ 55,4 bilhões) já foi superado 82 vezes. Mesmo que as ações tenham sofrido uma surra desde então, Nayar ainda tem US$ 5,9 bilhões (R$ 27,27 bilhões), graças à participação de 53% que ela divide com o marido e com as filhas gêmeas de 31 anos Anchit e Adwaita, que administram os negócios online e de moda da Nykaa.

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Empreendedorismo começou na infância

Nayar cresceu em Mumbai. Seu pai, que se mudou de Karachi quando adolescente durante a divisão da Índia e do Paquistão pelos colonizadores britânicos, começou como professor de sânscrito na cidade e cofundou um negócio de rolamentos.

Nayar lembra que ela e seu irmão mais novo foram encorajados a ajudar no negócio. “Ele esperava que dobrássemos as mangas e ajudássemos, mesmo que tivéssemos de embalar encomendas enormes”, ela diz. “Meu pai era um pensador diferente. Ele tratou a mim e ao meu irmão igualmente. Ao crescer, sempre senti que poderia correr riscos porque o vi correndo riscos.” Seu pai muitas vezes a desafiava a escolher ações e a estudar a relação preço/lucro de empresas de capital aberto, mesmo quando ela estava no ensino médio. Então, graduou-se em comércio no Sydenham College em Mumbai e fez uma pós-graduação em gestão no IIM, em Ahmedabad.

Seu primeiro emprego, aos 22 anos, foi como consultora de gestão na firma de contabilidade A.F. Ferguson. Depois, mudou para o Kotak Investment Banking, onde trabalhou em ações institucionais e em bancos de investimento, estabelecendo as operações de valores mobiliários da Kotak para os EUA e Reino Unido.

As sementes de seu empreendimento foram plantadas entre 2008 e 2012, quando suas filhas estavam na faculdade nos EUA, em Columbia e Yale. Ao visitá-las, ela tornou-se uma cliente fiel da Sephora, principalmente porque a equipe a ajudou a descobrir quais produtos eram certos para ela em vez de tentar vender produtos que não precisava.

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