- Christa Pike, de 50 anos, voltou a ficar consciente seis dias após sobreviver a uma tentativa de execução no Tennessee.
- Advogado afirma que ela está com raiva e confusa, mas já compreende parcialmente o que ocorreu durante o procedimento.
- Pike sofreu queimaduras nos braços e está internada em hospital, com restrições de movimento e algemas.
- Condenada à morte aos 18 anos por assassinato de Colleen Slemmer, em 1995, em Knoxville.
- Pike é a única pessoa conhecida a sobreviver após receber drogas para execução por injeção letal.
Christa Pike, de 50 anos, voltou a ficar consciente seis dias depois de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. De acordo com um de seus advogados, ela está “com raiva e confusa” e já consegue compreender, ao menos parcialmente, o que ocorreu durante o procedimento, realizado em 30 de setembro.
“Ela está com raiva e confusa com tudo neste momento. […] Ela tem plena consciência do que fizeram com ela até certo ponto”, afirmou o advogado Randy Spivey nesta quarta-feira (7/10).
A situação de saúde de Pike ainda é considerada incerta pelos advogados. Durante a execução, ela sofreu queimaduras nos braços, que também ficaram cobertos por bolhas. Atualmente, permanece internada em um hospital e está algemada à cama.
Pike recebeu duas doses de pentobarbital, medicamento utilizado em execuções por injeção letal, mas sobreviveu ao procedimento.
A mulher foi condenada à pena de morte aos 18 anos pela participação no assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos. Em 12 de janeiro de 1995, Pike e o então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram a jovem com um pedaço de concreto e depois a mataram a facadas em uma área de mata em Knoxville.
O crime teria sido motivado por ciúmes. Pike acreditava que Slemmer poderia estar tentando roubar seu namorado. O corpo da vítima foi encontrado com um pentagrama entalhado no peito, marca feita por Shipp com um estilete.
Segundo o Death Penalty Information Center, Christa Pike é a única pessoa conhecida a sobreviver depois de receber drogas destinadas a uma execução por injeção letal.