Negociação entre Rússia e Ucrânia é adiada para quinta-feira (3)

No sétimo dia de guerra, a ONU aprovou resolução contra a invasão da Rússia

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No sétimo dia de guerra | Viacheslav Ratynskyi/Reuters

O gabinete da Presidência ucraniana afirmou que a delegação de seu país está a caminho de Belovezhskaya Pushcha - na fronteira de Belarus e Polônia - para se reunir com representantes da Rússia em uma segunda rodada de negociações para um possível cessar-fogo.

Negociadores russos esperam que autoridades ucranianas cheguem a Belarus para iniciar a próxima rodada de negociações de paz na manhã de quinta-feira, segundo agências de notícias da Rússia.

Civis treinam arremesso de coquetéis Molotov em Zhytomyr, na Ucrânia, para defender a cidade da invasão russa — Foto: Viacheslav Ratynskyi/Reuters 

Enquanto forças russas fecham o cerco em torno de grandes cidades ucranianas, o negociador de Moscou, Vladimir Medinsky, disse nesta quarta-feira que a delegação ucraniana para as negociações havia recebido um corredor de segurança, segundo a agência russa TASS.

Ucrânia pede ao governo brasileiro para cortar relações comerciais com a Rússia

O encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, fez um apelo nesta quinta-feira (2) ao governo do Brasil: cortar as relações comerciais com a Rússia.

Tkach disse que essa medida permitiria ampliar a pressão contra os russos, que bombardeiam cidades ucranianas na guerra deflagrada há uma semana.

"Gostaríamos de uma maior pressão sobre a Rússia. Nós apelamos para se cortar todos os laços comerciais com a Rússia. As empresas internacionais já estão cortando", declarou. 

Encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach Foto: ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO) 

ONU aprova resolução contra invasão russa na Ucrânia; Brasil vota a favor

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por ampla maioria uma resolução contra a invasão russa da Ucrânia após três dias de discursos de mais de cem de países.

Foram:

- 141 votos a favor (o Brasil votou aqui ao lado de EUA, União Europeia e outros)

- 5 votos contra (Rússia, Belarus, Coreia do Norte, Eritréia, Síria)

- 35 abstenções (China, Índia e África do Sul entre outros países)

O texto "deplora nos mais fortes termos a agressão da Rússia contra a Ucrânia" e não tem força de lei. Sua importância, portanto, é política: mostra como a maioria dos países, vê a invasão promovida por Moscou.

Assembleia Geral da ONU sobre invasão da Ucrânia — Foto: Reuters/Carlo Allegri 

Votação da ONU sobre a invasão russa da Ucrânia em 2 de março de 2022 — Foto: Reprodução/ONU 

Praticamente todos os oradores na Assembleia condenaram a guerra, a insegurança e o risco de escalada do conflito armado em um mundo que começava a se recuperar dos estragos devastadores da pandemia de Covid-19, como demonstra a escalada de preços das matérias-primas, principalmente do gás e petróleo, ou a queda das bolsas de valores. 

O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, falou brevemente após a votação da Assembleia Geral. Ele defendeu o diálogo e as discussões sobre a paz.

"O Brasil continua a exortar todos os atores a desescalar e renovar os esforços em favor de um acordo diplomático entre a Ucrânia e a Rússia para o restabelecimento da segurança e da estabilidade da região", disse Costa Filho.

Bombardeio atinge cervejaria e deixa ao menos um civil morto

Um bombardeio russo atingiu uma cervejaria na região de Luhansk, na Ucrânia. O ataque foi confirmado pela administração estatal regional. 

O que se sabe até agora é que pelo menos um civil foi morto. A fábrica atingida é da cervejaria Lisichansk.

Bombardeios matam 25 em Kharkiv; Rússia diz ter capturado cidade de cerca de 250 mil pessoas 

Mais quatro morreram em Kharkiv na manhã desta quarta-feira (2), segundo o Serviço de Emergências da Ucrânia. Anteriormente, foi anunciado que um bombardeio havia matado 21 pessoas, de acordo com o governador Oleg Synegubov.  

Mais quatro morreram em Kharkiv na manhã desta quarta-feira (2), segundo o Serviço de Emergências da Ucrânia - Imagem: Reprodução/g1 

O prefeito da cidade de Kharkiv, Ihor Terekhov, disse que a cidade não vai se render às forças russas, e que os seus inimigos estão atacando com frequência pelo ar, inclusive bairros residenciais. 

"Kharkiv é uma cidade onde se fala russo, uma em quatro pessoas aqui tem parentes na Federação Russa, mas hoje a forma de reagir à Rússia é completamente diferente do que era. Nós nunca esperamos que isso fosse acontecer: destruição total, aniquilação, genocídio contra o povo ucraniano, é imperdoável", disse ele.

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