A Nissan decidiu apostar no mercado chinês como estratégia para retomar o crescimento global, após enfrentar dificuldades nos Estados Unidos e no Japão. A montadora japonesa pretende atingir a marca de 1 milhão de veículos vendidos por ano na China até o fim da década, além de transformar o país em uma base de exportação para outras regiões.
A empresa, que iniciou sua atuação no país em parceria com a Dongfeng Motor Group em 2003, chegou a se destacar com o sedã Sylphy. No entanto, perdeu espaço nos últimos anos com o avanço das montadoras locais de veículos elétricos, como a BYD e a Geely Automobile, que conquistaram consumidores com tecnologia e agilidade no desenvolvimento.
Mesmo assim, a Nissan acredita que sua experiência e relações no mercado chinês podem garantir vantagem competitiva. Segundo Stephen Ma, responsável pelas operações da empresa na China, o ritmo de desenvolvimento foi acelerado: novos modelos estão sendo lançados em cerca de dois anos, metade do tempo tradicional da indústria.
PLANO AMBICIOSO
O plano é considerado ambicioso, já que montadoras dos EUA, Europa e Japão vêm perdendo espaço para empresas chinesas. Mesmo assim, a Nissan vê na China sua principal chance de recuperação.
Segundo Stephen Ma, a empresa acelerou o desenvolvimento e agora leva cerca de dois anos para lançar novos modelos. Empresas como BYD e Geely Automobile lideram essa agilidade, reduzindo o tempo de criação de carros elétricos.
Após sete anos de queda, as vendas da Nissan voltaram a crescer na China, com alta de 4,5%. A montadora pretende lançar mais cinco modelos no país e completar uma linha de 10 novos veículos, entre elétricos e híbridos.
1 MILHÃO DE CARROS, É A META
A meta é vender 1 milhão de carros por ano até 2030 e também exportar veículos feitos na China. Inicialmente, serão 100 mil unidades, podendo chegar a 300 mil. Modelos como o N7 e a Frontier Pro serão enviados para América Latina, Sudeste Asiático e Oriente Médio, enquanto o NX8 também deve ser exportado em breve.
Espinosa afirmou que a montadora pretende reduzir o número de modelos de 56 para 45 e concentrar 80% do volume em três principais “famílias” de veículos construídos sobre plataformas compartilhadas.