- A primeira onda de frio de 2026 começa a atuar no Brasil nesta sexta-feira (8) e deve provocar queda nas temperaturas até a próxima quarta-feira (13).
- O avanço da massa de ar polar está associado a uma frente fria que já causava temporais no Rio Grande do Sul desde quinta-feira (7).
- As capitais devem registrar temperaturas baixas, com mínimas entre 4°C e 19°C nos próximos dias.
- O Nordeste terá chuva forte em parte da região, principalmente áreas entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.
A primeira onda de frio de 2026 começa a atuar no Brasil nesta sexta-feira (8) e deve provocar queda acentuada nas temperaturas até pelo menos a próxima quarta-feira (13), segundo a Climatempo.
O avanço da massa de ar polar está associado a uma frente fria que já causava temporais no Rio Grande do Sul desde quinta-feira (7). O sistema segue avançando pela Região Sul, com previsão de chuva intensa, possibilidade de granizo isolado e rajadas de vento que podem ultrapassar os 90 km/h em algumas áreas.
Massa de ar polar avança pelo centro-sul
Com a chegada do sistema, a previsão indica:
- geada forte no Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo;
- possibilidade baixa de chuva congelada ou neve entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10) em regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina acima de 1.500 metros;
- primeira friagem do ano no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas;
- temperaturas abaixo de 0°C nas serras do Sul e mínimas entre 0°C e 5°C em pontos de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Também são esperadas temperaturas entre 10°C e 15°C em áreas de Mato Grosso, Rondônia, Acre, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Pedestres enfrenta manhã de frio em 21 de abril de 2023, na zona sul de SP, onde os termômetros registram 15°C | Foto: Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo
CAPITAIS DEVEM REGISTRAR TEMPERATURAS BAIXAS
Confira as capitais com previsão de menores temperaturas nos próximos dias, segundo a Climatempo:
- Curitiba: mínima de 4°C na segunda-feira (11), com nevoeiro ao amanhecer;
- Porto Alegre: mínima de 8°C na segunda (11), com sensação térmica de 6°C;
- Campo Grande: mínima de 8°C na segunda (11), com sensação de 6°C;
- Florianópolis: mínima de 10°C na segunda (11);
- São Paulo: mínima de 11°C na terça-feira (12);
- Cuiabá: mínima de 13°C na segunda (11);
- Rio Branco: mínima de 18°C na segunda (11), marcando a primeira friagem do ano;
- Rio de Janeiro: mínima de 19°C na terça (11).
NORDESTE TERÁ CHUVA FORTE EM PARTE DA REGIÃO
No Nordeste, a chuva deve atingir principalmente áreas entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, com pancadas de intensidade moderada a forte.
Ao longo do dia, as instabilidades avançam para o norte do Maranhão e do Piauí, além de áreas do Ceará, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e litoral baiano.
Há risco de temporais entre o litoral maranhense e Sergipe, além da faixa entre Salvador e o sul da Bahia. Os maiores acumulados devem ocorrer no litoral do Ceará e entre Paraíba e Alagoas.
Nas demais áreas nordestinas, o tempo permanece firme e as temperaturas seguem elevadas. A umidade do ar exige atenção no oeste da Bahia e no sul do Piauí, enquanto rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em áreas do interior.
Na Região Norte, a alta umidade mantém condições para pancadas de chuva desde as primeiras horas do dia em áreas do Amazonas, Pará e Roraima.
Sul pode ter geada, ventania e chance de neve
Segundo meteorologistas, a frente fria é resultado da combinação entre uma área de baixa pressão sobre o centro-norte da Argentina e um ciclone extratropical que se intensifica rapidamente no oceano, próximo à costa da província de Buenos Aires.
O ciclone apresenta características de “ciclone bomba”, fenômeno marcado por queda rápida da pressão atmosférica, mas deve permanecer afastado do território brasileiro.
De forma indireta, o sistema aumenta a diferença de pressão atmosférica sobre a região, favorecendo rajadas de vento mesmo sem ocorrência de chuva, conhecidas como “rajadas secas”.
"É importante destacar, contudo, que os impactos mais intensos desse ciclone devem se concentrar na Argentina e no Uruguai, onde há previsão de ventos muito fortes. No Brasil, o principal efeito será essa variação de pressão atmosférica”, explicou César Soares, da Climatempo.