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Patente do Ozempic cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional

15 pedidos seguem em análise na Anvisa; duas versões estão em fase final e dependem de resposta das empresas para possível aprovação.

Ozempic: caneta ePatente do Ozempic cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacionalagrecedora | Foto: Reprodução
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A patente da semaglutida, substância usada em medicamentos como o Ozempic, expira nesta sexta-feira (20). A expectativa era de que versões mais baratas chegassem imediatamente às farmácias, mas isso ainda não aconteceu.

Apesar do fim da exclusividade, a chegada de alternativas depende da análise da Anvisa. Atualmente, há 15 pedidos nacionais em avaliação, mas nenhum foi aprovado até agora. A previsão é que ao menos uma nova versão seja liberada até junho, após a conclusão das análises.

Fim do monopólio e disputa no mercado

A exclusividade da semaglutida era da Novo Nordisk há cerca de 20 anos. A empresa tentou estender a patente por mais 12 anos na Justiça, mas não obteve sucesso. Com isso, outras farmacêuticas passaram a investir no desenvolvimento de versões próprias do medicamento.

Por que a liberação demora?

Especialistas explicam que o processo é mais lento devido à complexidade da substância. A semaglutida é um peptídeo que fica na fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos, exigindo:

  • análises mais rigorosas;

  • maior volume de dados;

  • comprovação detalhada de segurança e eficácia.

Pedidos mais avançados

Entre os pedidos em análise, dois estão em estágio mais avançado:

  • EMS

  • Ávita Care

A Anvisa informou que solicitou esclarecimentos às empresas no início de março, com prazo de até 120 dias para resposta. Se os dados forem considerados suficientes, os produtos poderão ser aprovados — e a expectativa é que ao menos uma nova caneta chegue ao mercado até junho.

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