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Petrobras confirma descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas, no Amapá

Estatal inicia avaliação do poço Morpho e ainda precisa delimitar a descoberta e calcular o volume de petróleo

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  • Petrobras confirma presença de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no Amapá.
  • Descoberta ocorreu quatro dias após identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59.
  • Empresa precisa delimitar descoberta e avaliar viabilidade econômica da exploração.
  • Operações de perfuração seguem em andamento com foco na avaliação exploratória segura.
  • Descoberta faz parte de campanha exploratória na Margem Equatorial, com planos de perfurar mais poços.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras | Foto: Reprodução
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A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a presença de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante coletiva em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades.

A confirmação ocorre quatro dias depois de a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59. Agora, a empresa ainda precisa concluir a perfuração, delimitar a descoberta e avaliar o volume de petróleo existente na região.

“Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou Magda Chambriard.

Segundo a presidente da Petrobras, a previsão é que os trabalhos no poço sejam concluídos nos próximos 15 a 20 dias.

Descoberta ainda será avaliada

O poço Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma região com lâmina d'água de 2.886 metros. Na sexta-feira (14), a Petrobras havia informado que os primeiros indícios de hidrocarbonetos haviam sido identificados durante a perfuração.

A confirmação da presença de petróleo, porém, não significa ainda que a área esteja pronta para produção. A estatal precisa determinar o tamanho da acumulação e verificar se a exploração apresenta viabilidade econômica.

De acordo com a Petrobras, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e de amostras de rochas coletadas durante a perfuração.

As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas | Foto: Petrobras/divulgação

Mais poços serão perfurados na região

A descoberta faz parte de uma campanha exploratória mais ampla na chamada Margem Equatorial. Segundo Magda Chambriard, outros poços estão previstos na região para ampliar o conhecimento sobre o potencial petrolífero.

Estão previstos mais três poços para perfuração nessa região. Além disso, há outros cinco poços em áreas adjacentes. É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região.

A Petrobras é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.

Antes da coletiva, Lula visitou o navio-sonda responsável pela perfuração em águas profundas.

Petrobras prevê US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial

O poço Morpho integra o plano de exploração da Petrobras para a Margem Equatorial. O Plano de Negócios 2026-2030 prevê a perfuração de 15 poços na região, com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões.

Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) classificou a descoberta como significativa por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira petrolífera no extremo norte do país.

Para a entidade, o avanço também pode contribuir para a segurança energética nacional no médio e longo prazo.

Quais são os próximos passos?

A Petrobras entra agora em uma etapa de avaliação exploratória. Entre os principais objetivos estão:

  • determinar o volume de petróleo existente no reservatório;
  • delimitar a extensão da descoberta;
  • avaliar as características do reservatório;
  • verificar se a acumulação apresenta viabilidade econômica para produção.

Portanto, embora a presença de petróleo já tenha sido confirmada, ainda não é possível afirmar quanto poderá ser produzido no local ou se o poço será transformado em uma área de produção comercial.

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