- Incêndios florestais afetam 36 municípios do Amazonas, colocando-os em situação de emergência.
- Ministro do Meio Ambiente atribui cenário a ação humana intencional e uso de fogo para desmatamento ilegal.
- Forças federais e aeronaves de combate a incêndios foram mobilizadas para conter a crise em Manaus.
- Fumaça reduz visibilidade e atrasa atividades, enquanto governo envia alertas de emergência pelo WhatsApp.
- Amazonas registra 1.380 focos de incêndio em outubro, aumento de 271% em relação a 2025.
Os incêndios florestais já colocaram 36 dos 62 municípios do Amazonas em situação de emergência. Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, João Paulo Capobianco, o cenário indica ação humana intencional.
O órgão alertou para a possibilidade de uso do fogo para degradar a floresta e preparar áreas para o desmatamento ilegal. A crise provocada pelo avanço do fogo e pela fumaça levou à suspensão de aulas, à paralisação de atividades ao ar livre, ao envio de alertas de saúde à população e ao reforço das operações de combate às queimadas em diversas regiões do estado.
O reconhecimento da situação de emergência nos 36 municípios afetados foi oficializado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no sábado (10).
Também no sábado, chegaram a Manaus aeronaves de combate a incêndios, entre elas aviões Air Tractor e helicópteros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de 290 brigadistas federais.
No domingo (11), a fumaça reduziu a visibilidade e atrasou a decolagem da comitiva ministerial, que faria um sobrevoo de monitoramento em Manaus. No mesmo dia, uma força-tarefa enviada pelo governo de São Paulo embarcou com 30 especialistas, entre bombeiros e agentes da Defesa Civil, além de drones e 11 mil litros de retardante de chamas.
Já na segunda-feira (12), o governo federal começou a enviar alerta de emergência pelo WhatsApp, por meio da conta oficial GovBR. As mensagens orientavam os moradores sobre o uso de máscaras, a vedação de imóveis para reduzir a entrada de fumaça e a importância da hidratação.
A fumaça que encobre Manaus provocou a suspensão de aulas em diferentes instituições de ensino. A capital continua com a pior qualidade do ar do Brasil, segundo a plataforma internacional IQAir.
Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, alta de 271% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 372 focos.