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Sobe para 5 o número de pessoas mortas após desabamento em São Paulo

Bombeiros encontraram corpos de um homem e uma mulher na manhã deste domingo (13). Das oito vítimas, duas foram resgatadas com vida; buscas continuam na Penha.

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  • Acidentes de construção em São Paulo deixam cinco mortos e uma criança desaparecida.
  • Bombeiros localizam duas vítimas adicionais, incluindo uma mulher e uma criança.
  • Investigação da prefeitura aponta possíveis falhas na fiscalização da obra.
  • Construtora inicia investigação interna e afirma não se eximir de responsabilidade.
  • Buscas continuam com cuidado para evitar novos desabamentos e resgatar a criança.
Sobe para 5 o número de pessoas mortas após desabamento em São Paulo | Foto: Reprodução/TV Globo
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Subiu para cinco o número de mortos no desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, Zona Leste de São Paulo. Duas novas vítimas, um homem e uma mulher, foram localizadas pelos bombeiros na manhã deste domingo (13). Uma criança continua desaparecida e é procurada nos escombros.

Oito pessoas foram atingidas

Segundo o Corpo de Bombeiros, oito pessoas foram atingidas pelo desabamento. Até o momento, cinco foram encontradas mortas, sendo três mulheres e dois homens. Duas pessoas foram resgatadas com vida: uma criança de 5 anos e um homem adulto.

A mulher encontrada neste domingo foi retirada dos escombros. Por volta das 10h, as equipes ainda trabalhavam para retirar o corpo do homem, localizado em uma área de difícil acesso. Segundo o major Robson Mitsu, comandante do 3º Grupamento de Bombeiros, há indícios de que as duas vítimas encontradas neste domingo sejam um casal. A identificação ainda depende de reconhecimento.

Informações repassadas aos bombeiros por familiares e por um dos sobreviventes indicam que a mulher provavelmente seria a mãe da criança desaparecida.

Foto: Divulgação/CBSP

Buscas se concentram onde mulher foi encontrada

Os trabalhos foram concentrados na área dos escombros onde as duas últimas vítimas foram localizadas. Segundo os bombeiros, familiares informaram que a criança era muito apegada à mãe e costumava permanecer próxima dela.

Por isso, as equipes trabalham com a possibilidade de encontrar a criança nas proximidades do ponto onde a mulher foi localizada.

A operação é realizada de forma cautelosa. Parte dos escombros precisa ser retirada manualmente porque o uso de máquinas pesadas pode destruir possíveis bolsões de ar e provocar movimentações na estrutura. Os bombeiros afirmam que ainda trabalham com a possibilidade de encontrar a criança com vida.

Além disso, as equipes precisam evitar movimentações que possam provocar um novo desabamento. Concreto, tijolos, madeira, chapas metálicas e vergalhões ficaram misturados nos escombros.

Foto: Divulgação/CBSP

Prefeitura investiga fiscalização da obra

A construção já havia sido alvo de fiscalizações e de uma ação judicial da Prefeitura de São Paulo.

Segundo a administração municipal, um pedido de alvará feito em 2019 foi indeferido. Após fiscalizações, multas e interdição da obra, a Prefeitura entrou na Justiça, em 2021, para pedir a demolição de uma construção irregular existente no terreno. Uma das multas aplicadas chegou a R$ 119 mil.

A Justiça concedeu uma liminar determinando a paralisação das obras. Em 2022, um novo projeto foi apresentado. Em agosto de 2023, a Prefeitura emitiu um alvará para a execução da nova obra, condicionado à demolição da estrutura anterior.

Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 registrou que a demolição havia sido realizada, e o processo judicial acabou extinto.

Após o desabamento, porém, a Prefeitura abriu uma investigação na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar os procedimentos de fiscalização. Segundo as apurações preliminares, a demolição exigida para a construção do novo prédio não teria sido realizada.

A servidora responsável pelo laudo que atestou a demolição foi afastada inicialmente por 30 dias. A Polícia Civil também investiga o caso.

Foto: Divulgação/CBSP

Construtora diz que apura causas

A New Home Construtora informou que abriu uma investigação interna para apurar o desabamento e afirmou que ainda não há elementos suficientes para determinar a causa. A empresa também informou que existe um terreno vizinho onde são realizadas movimentações de terra e que essa circunstância será analisada.

A construtora declarou que não se exime de eventual responsabilidade que venha a ser apontada pelas investigações, além de afirmar que presta apoio às famílias afetadas e fornecerá os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.

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