- O SUS começa a ofertar nove medicamentos para tratamento de câncer em 20 centros de saúde, com expansão prevista até o fim do ano.
- Os medicamentos contemplam 13 indicações para tumores como mama, estômago, próstata, pulmão e tireoide, além de leucemia e linfoma.
- A iniciativa visa ampliar o acesso a terapias de alta tecnologia, aumentando a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes.
- O investimento anual previsto para a aquisição dos medicamentos é de aproximadamente R$ 155,4 milhões.
- Medicamentos como abemaciclibe e trastuzumabe são incluídos para tratar diferentes estágios e tipos de câncer com maior eficácia.
O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a ofertar, nesta semana, nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. A iniciativa do Ministério da Saúde faz parte de uma nova etapa da política de assistência farmacêutica em oncologia e deve beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o Brasil.
Os medicamentos contemplam 13 indicações de tratamento para tumores como os de mama, estômago, próstata, pulmão, rim e tireoide, além de determinados tipos de leucemia e linfoma. A medida busca ampliar o acesso a terapias de alta tecnologia, com potencial para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição começa em 20 centros de tratamento localizados nas diferentes regiões do país, com previsão de expansão para as demais unidades até o fim do ano. A expectativa é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até dezembro, ampliando em 35% as opções terapêuticas oferecidas pela rede pública.
Quais são os nove medicamentos oferecidos pelo SUS?
A lista inclui medicamentos utilizados em diferentes etapas do tratamento oncológico, conforme o tipo de tumor e as características clínicas de cada paciente.
Confira os fármacos e suas indicações:
- Trastuzumabe:tratamento de câncer de estômago e da junção entre o estômago e o esôfago.
- Abemaciclibe: indicado para determinados casos de câncer de mama em estágio inicial.
- Acetato de lanreotida: utilizado no tratamento de tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: destinado a pacientes com câncer renal de células claras metastático.
- Rituximabe: indicado para alguns tipos de leucemia e linfoma.
- Abiraterona: utilizado no tratamento de diferentes estágios do câncer de próstata.
- Gefitinibe: indicado para determinados casos de câncer de pulmão de células não pequenas.
- TSH recombinante (alfatirotropina): utilizado no tratamento de pacientes com câncer diferenciado de tireoide que têm indicação de terapia com iodo radioativo.
- Sunitinibe: destinado a casos de câncer renal metastático e de tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado ou metastático após falha do tratamento com imatinibe.
A indicação de cada medicamento depende de avaliação médica e dos critérios estabelecidos para o tratamento no SUS.
Medicamentos de alto custo e ampliação do acesso
Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, utilizado em determinados casos de câncer de mama e cujo custo pode chegar a centenas de milhares de reais na rede privada. A oferta pelo SUS busca ampliar o acesso de pacientes que necessitam desse tipo de terapia.
A iniciativa também amplia as indicações de medicamentos que já eram utilizados na rede pública. É o caso do trastuzumabe, que passa a contemplar pacientes com câncer de estômago, e do pazopanibe, destinado a pessoas com câncer renal metastático.
Segundo o Ministério da Saúde, a aquisição dos nove medicamentos representa um investimento anual de aproximadamente R$ 155,4 milhões.
A nova política de assistência farmacêutica em oncologia estabelece mudanças na organização do financiamento, na compra e na distribuição dos medicamentos, com o objetivo de melhorar a oferta dos tratamentos e garantir maior regularidade no atendimento aos pacientes.
Além da ampliação dos medicamentos, o governo prevê outras medidas para fortalecer a assistência oncológica, incluindo melhorias no financiamento de procedimentos e no acesso a exames para diagnóstico e acompanhamento da doença.