- Extensões elétricas devem ser usadas apenas temporariamente e não como substituta da instalação elétrica permanente.
- Aquecedores portáteis e aparelhos que geram calor exigem conexão direta à tomada para evitar superaquecimento.
- Ar-condicionado portátil e outros eletrodomésticos de alta potência podem sobrecarregar extensões inadequadas.
- Conectar extensões em sequência (daisy chaining) pode causar sobrecarga e deterioração dos cabos.
- Equipamentos que demandam alta potência devem ser conectados diretamente à tomada para evitar riscos elétricos.
Usar uma extensão para conectar um aparelho que está distante da tomada é uma solução bastante comum. No entanto, a prática pode se tornar perigosa quando o equipamento exige muita potência e o cabo utilizado não suporta a carga elétrica.
Extensões elétricas são projetadas principalmente para situações temporárias. De acordo com especialistas ouvidos pelo site Good Housekeeping, elas não devem ser usadas como alternativa à instalação elétrica permanente.
Equipamentos que geram calor ou funcionam com compressores estão entre os que demandam maior atenção. Veja alguns exemplos:
Aquecedor portátil
Os aquecedores elétricos estão entre os aparelhos que mais preocupam especialistas em segurança elétrica. A Electrical Safety Foundation International (ESFI) alerta para a relação entre o uso inadequado de extensões e incêndios residenciais e recomenda atenção especial com equipamentos que produzem calor.
A National Fire Protection Association (NFPA) orienta que aquecedores portáteis sejam conectados diretamente a uma tomada de parede, sem o uso de extensões.
A preocupação está relacionada à elevada potência desses aparelhos. Muitos modelos atingem ou ultrapassam 1.500 watts. Se o cabo não tiver capacidade suficiente para suportar essa carga, pode ocorrer superaquecimento, comprometimento do isolamento e, consequentemente, aumento do risco de acidentes.
Ar-condicionado portátil
O ar-condicionado portátil também está entre os equipamentos que devem ser utilizados com cautela em relação às extensões.
Além de consumir bastante energia, o aparelho possui um compressor que pode provocar um aumento momentâneo na demanda elétrica quando é acionado.
A Consumer Product Safety Commission (CPSC) recomenda que os consumidores sigam as orientações do fabricante e evitem conexões que possam resultar em superaquecimento.
Uma extensão convencional pode não ser dimensionada para suportar esse pico de corrente. Nessas condições, o cabo pode aquecer excessivamente e ter seu isolamento comprometido, aumentando a possibilidade de falhas elétricas.
Air fryer, cafeteira e torradeira
O tamanho reduzido de determinados eletrodomésticos não significa necessariamente que eles tenham baixo consumo de energia.
Air fryers, cafeteiras, torradeiras e fornos compactos podem demandar uma quantidade significativa de potência. Dependendo do modelo, alguns ultrapassam 2.000 watts.
Como esses equipamentos utilizam eletricidade para gerar calor, a carga sobre o circuito pode ser elevada mesmo quando o aparelho permanece ligado por poucos minutos.
Por esse motivo, a recomendação é evitar o uso de extensões comuns nesses casos e priorizar uma tomada adequada para o equipamento.
Mini geladeira
As chamadas mini geladeiras também precisam de atenção. Apesar de serem menores que os refrigeradores convencionais, elas contam com compressores que podem exigir um pico de corrente no momento em que entram em funcionamento.
Existe ainda outro fator: diferentemente de uma torradeira ou de uma cafeteira, a geladeira costuma permanecer conectada à rede elétrica continuamente.
A Occupational Safety and Health Administration (OSHA), dos Estados Unidos, destaca que extensões devem ser utilizadas de maneira temporária e não como substitutas da instalação elétrica permanente. O Good Housekeeping também recomenda que mini geladeiras sejam conectadas diretamente à tomada.
Nunca conecte uma extensão em outra
Outro comportamento que pode aumentar o risco é conectar uma extensão elétrica a outra ou utilizar uma extensão ligada a uma régua de tomadas.
A configuração é conhecida em inglês como daisy chaining. Segundo orientações da NFPA e da ESFI, esse tipo de conexão pode contribuir para sobrecarga, queda de tensão e deterioração dos cabos.
A quantidade de cabos também interfere no funcionamento do sistema. Quanto maior o percurso percorrido pela corrente elétrica, maior pode ser a queda de tensão, o que pode afetar determinados equipamentos.
No fim, o ponto principal é verificar se a capacidade da extensão é compatível com a potência do aparelho. Equipamentos que exigem muita energia, quando conectados a cabos inadequados, podem provocar aquecimento excessivo e aumentar o risco de problemas elétricos.