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Vacina da dengue suspensa: veja o que fazer se você recebeu o imunizante

Ministério da Saúde orienta monitoramento de pessoas vacinadas após registro de reações adversas em investigação

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  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan devido a 42 casos de reações adversas graves.
  • As reações incluem duas mortes suspeitas que seguem sob investigação, e os vacinados devem procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre e dor abdominal intensa.
  • A suspensão é temporária e não invalida a proteção oferecida pelo imunizante, que continua eficaz contra os quatro tipos da dengue.
  • O Ministério da Saúde realizará monitoramento ativo em hospitais para acompanhar casos de dengue em pessoas vacinadas recentemente.
Vacina da dengue do Butantan suspensa: o que fazer se você tomou o imunizante | Foto: Reprodução
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O Ministério da Saúde (MS) suspendeu temporariamente, a partir desta segunda-feira (8), a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após o registro de 42 casos de reações adversas graves possivelmente associadas ao imunizante, incluindo duas mortes suspeitas que seguem sob investigação. Diante da decisão, a pasta orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para acompanhamento e observem possíveis sinais de alerta.

Segundo o ministério, quem recebeu a vacina recentemente deve ficar atento ao surgimento de sintomas como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação e piora do estado geral. A recomendação é buscar atendimento médico imediatamente caso qualquer um desses sintomas apareça.

O que fazer após tomar a vacina

De acordo com o Ministério da Saúde, a suspensão tem caráter preventivo e não significa que a vacina perdeu sua eficácia. A orientação é que os vacinados mantenham acompanhamento médico, especialmente durante as três semanas seguintes à aplicação.

A partir desta terça-feira (9), a pasta também passará a realizar monitoramento ativo em hospitais e unidades de saúde para acompanhar casos de dengue em pessoas vacinadas recentemente, ocorrências com sinais de alarme e eventuais óbitos relacionados à doença ou ao processo de imunização.

Casos seguem sob investigação

Durante coletiva realizada nesta segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não há comprovação de que os casos graves tenham sido causados pela vacina.

Nós tivemos 3 casos graves, desses 2 óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, não existe dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses 3 casos graves, mas é um sinal de alerta”, declarou o ministro.

Segundo o governo federal, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas desde o início da campanha de imunização. Desse total, 3.703 pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a aproximadamente 0,7% dos vacinados.

Vacinados continuam protegidos

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, reforçou que a interrupção temporária da vacinação não invalida a proteção oferecida pelo imunizante.

Essa decisão não invalida a eficácia, mas busca a gente a ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de riscos ou cenários em que o benefício da vacinação superariam os riscos. Então, a população vacinada continua protegida. Quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue”, afirmou.

A vacina do Butantan é considerada um marco para a saúde pública por ser a primeira vacina do mundo contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira totalmente desenvolvida no Brasil.

Suspensão é temporária

Segundo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a medida permanecerá em vigor até que novas análises sejam concluídas. Os casos graves registrados não haviam sido observados nos estudos clínicos conduzidos antes da aprovação do imunizante.

A pesquisa que embasou a autorização da vacina envolveu cerca de 16 mil participantes e teve os resultados publicados na revista científica Nature, com comprovação de eficácia e segurança. Agora, especialistas e órgãos de vigilância sanitária buscam esclarecer se existe alguma relação entre a vacina e os eventos adversos identificados após o início da imunização em larga escala

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