A vacinação contra a gripe começou neste sábado (28) em todo o Brasil, com foco inicial nos grupos prioritários do Sistema Único de Saúde (SUS). A campanha foi antecipada pelo Ministério da Saúde diante do aumento de doenças respiratórias, que já somam mais de 14 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. A estratégia busca proteger a população antes do período de maior circulação do vírus influenza. Neste primeiro momento, a imunização é destinada aos grupos mais vulneráveis, com maior risco de complicações e internações. Estão incluídos idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e profissionais de áreas essenciais, como saúde e educação. A priorização segue critérios técnicos do Ministério da Saúde, que apontam maior probabilidade de agravamento nesses públicos. A decisão de iniciar a vacinação ainda em março tem como objetivo antecipar a proteção da população. Isso porque o organismo leva um tempo para desenvolver imunidade após a aplicação da dose. Com a proximidade dos meses de maior circulação do vírus, adiar a vacinação pode aumentar o risco de infecção e de evolução para casos mais graves. Embora muitas vezes confundidas, gripe e resfriado apresentam quadros diferentes. A gripe, causada pelo vírus influenza, costuma provocar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, cansaço e piora do estado geral. Segundo especialistas, esse comprometimento mais amplo do organismo é o principal fator que diferencia a gripe de infecções respiratórias leves. A evolução dos sintomas é um dos principais indicativos de gravidade. Falta de ar, febre persistente, cansaço intenso e piora respiratória são sinais de alerta e indicam a necessidade de avaliação médica. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia, seja causada pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas. A recomendação de vacinação todos os anos está relacionada à capacidade de mutação do vírus influenza e à redução da proteção ao longo do tempo, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades. Mesmo não impedindo totalmente a infecção, a vacina tem como principal objetivo reduzir a gravidade dos casos, evitando hospitalizações e mortes. Pessoas fora do público-alvo da campanha podem se vacinar na rede privada. Em alguns casos, doses remanescentes podem ser liberadas posteriormente na rede pública, dependendo da disponibilidade. Quadros leves, como coriza ou mal-estar, não impedem a aplicação da vacina. No entanto, em casos de febre ou sintomas mais intensos, a orientação é aguardar a recuperação. Quem teve gripe ou Covid-19 recentemente também pode se vacinar, desde que esteja sem sintomas relevantes no momento da imunização.Quem pode se vacinar
Por que a campanha foi antecipada
Diferença entre gripe e resfriado
Sinais de alerta
Vacinação anual é necessária
Quem não está nos grupos prioritários
Quando adiar a vacinação
Veja quem pode se imunizar na vacinação contra gripe no Brasil
Campanha nacional é antecipada diante do aumento de casos graves e já soma mais de 15 milhões de doses distribuídas
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