- Pai da criança de 3 anos relatou angústia ao ver filho engasgado com carrinho de brinquedo em Campo Maior.
- Caso foi registrado na última quinta-feira e filmado por câmeras de segurança da base descentralizada do SAMU.
- Enfermeira Edilene Aragão realizou manobras iniciais, mas objeto era muito grande para ser removido.
- Coordenadora do SAMU destacou importância do treinamento e do suporte para salvar vidas em emergências.
- Criança passa por processo de recuperação após mais de 40 minutos de atendimento médico e familiar.
O pai da criança de 3 anos que teve que ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após se engasgar com um carrinho de brinquedo disse que o momento foi angustiante e pediu forças para aguentar tudo aquilo.
O caso aconteceu na última quinta-feira (16) em Campo Maior e os momentos de dor da família foram flagrados por câmeras de segurança na base descentralizada do SAMU. Wando Lenno relatou o desespero que sentiu ao ver o filho naquela situação:
Naquele momento de angústia, eu só pedia a Deus que salvasse meu filho. Porque, é até difícil falar, a gente tenta ser forte, mas não tem outra justificativa, afirmou.
Wando chegou a se ajoelhar no chão enquanto a equipe do SAMU realizava o atendimento, uma atitude que gerou comoção. Ele recebeu uma ligação da esposa avisando que o filho estava sangrando após engolir o objeto. O casal imediatamente buscou ajuda para salvar a vida do garoto.
O RESGATE
Por volta das 19h40, os pais chegaram à base descentralizada do SAMU muito alterados, levando o filho nos braços. A criança apresentava grande dificuldade para respirar em razão da obstrução provocada por um objeto que, inicialmente, não foi identificado.
A enfermeira Edilene Aragão foi a primeira profissional que percebeu a movimentação na unidade e realizou o atendimento inicial do garoto:
Eu fui a primeira a sair e fui quem recebi a criança no colo. Comecei as manobras na tentativa de obstruir com golpes dorsais, não tive êxito porque o objeto era muito grande. Quando a equipe chegou, a gente iniciou um outro processo para tentar de outra forma. A doutora tentou tirar com uma pinça, mas o objeto era muito grande, disse.
Para a coordenadora do SAMU, Luana Raquel, a ocorrência se tornou a prova de que ela está na profissão correta. De acordo com a profissional, ela não se vê fazendo outra coisa:
Foi nessa ocorrência que a gente percebeu e teve certeza que a gente escolheu a profissão certa. Eu não me vejo em outra profissão e estou mais gratificada ainda em saber que o nosso empenho em trazer treinamento para equipes, dar o suporte e deixar tudo nos conformes para que a equipe possa salvar uma vida não tem preço, afirmou.
Após passar mais de 40 minutos lutando pela própria vida, o garoto de 3 anos está em processo de recuperação recebendo os cuidados dos pais e com orientação médica.