- Adelaido Gomes Celestino continua foragido da Justiça do Piauí após matar a irmã, Valdenice, em 2025.
- O crime ocorreu em Paulistana (PI), durante uma discussão sobre divisão de herança e propriedade.
- A vítima, advogada e inventariante, foi executada com 10 tiros após ser surpreendida pelo irmão.
- Adelaido foi acusado de violar medida protetiva e fugiu com o filho, que ajudou na evasão.
- Ministério Público recorreu contra soltura de irmãos acusados de envolvimento no crime.
Um ano e cinco meses se passaram, e Adelaido Gomes Celestino, continua foragido da Justiça do Piauí. Ele é acusado de assassinar a própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino. O crime ocorreu no dia 3 de março de 2025 na cidade de Paulistana (PI).
A Polícia Civil afirma que as buscas seguem em andamento, mas, até o momento, não há informações sobre o paradeiro dele. Não se sabe se Adelaido permanece no Piauí ou se fugiu para outro estado.
RELEMBRE O CASO
Naquele dia, a vítima estava em um terreno recebido por herança quando foi surpreendida pelo irmão. Segundo a investigação, ela foi encurralada e executada com vários disparos de arma de fogo.
Segundo a equipe local, já havia um desentendimento intrafamiliar motivado por uma disputa de herança. A vítima era a inventariante dos bens da família. Após uma discussão na zona rural, essa mulher foi assassinada com 10 tiros. Testemunhas apontam o irmão como o principal suspeito de autoria do crime, disse o delegado Célio Benício à época à TV Meio Norte.
Assista!
Segundo a polícia civil, a vítima já tinha uma medida protetiva contra o irmão. No dia, a advogada estava com outra irmã e um sobrinho ajeitando uma cerca que o acusado havia danificado, quando ele apareceu.
A advogada ainda chegou a pedir que o acusado não se aproximasse, justamente em razão da medida protetiva, o que não aconteceu.
Um vídeo obtido pelo MeioNews à época, feito pela advogada, denuncia as invasões do irmão, Adelaido, em sua parte do terreno. Ela relata que ele danifica a cerca para que seus animais acessem a propriedade.
As brigas entre os 14 irmãos e familiares envolvidos na herança (divisão de terras herdadas) já aconteciam há cerca de quatro anos.
Três meses após o crime, em junho de 2025, a Polícia Civil revelou que Gabriel Celestino, filho de Adelaido, teria ajudado o pai a fugir logo depois do assassinato. Outro irmão da vítima e do acusado, Narciso Gomes Celestino, também chegou a ser preso.
Segundo as investigações, ele teria instigado Adelaido a cometer o crime, enviando mensagens em que cobrava uma "solução" para o conflito envolvendo a divisão da herança de Valdenice.
Em outubro, Gabriel foi colocado em liberdade após o Tribunal de Justiça do Piauí conceder um habeas corpus. Dois meses depois, em dezembro, a Justiça também determinou a soltura de Narciso. No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão, argumentando que a liberdade do investigado representa risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, além de apontar sua suposta periculosidade.