Acusado de matar PM em perseguição após roubo é preso 17 anos depois no DF

O crime ocorreu em 2007, quando a vítima perseguiu dois criminosos após um roubo na cidade de Picos, região sul do Piauí. O PM faleceu no ano de 2015 devido às sequelas dos disparos de arma de fogo.

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Soldado da Polícia Militar do Piauí, Clemilton Vieira Costa | FOTO: Reprodução/Ascom/SSP

Foi preso nesta segunda-feira (10), em Brasília (DF), acusado pelo assassinato do soldado da Polícia Militar do Piauí, Clemilton Vieira Costa. O crime ocorreu em 2007, quando a vítima perseguiu dois criminosos após um roubo na cidade de Picos, região sul do Piauí. O PM faleceu no ano de 2015 devido às sequelas dos disparos de arma de fogo.

COMO OCORREU O CRIME?

No dia 11 de junho de 2007, o preso, João Alberto Ferreira da Silva e outros dois criminosos realizaram roubos no município. Na perseguição, o policial, que estava em uma motocicleta, acabou se lesionando ao cair do veículo. Ao tentar se levantar, foi alvejado duas vezes, sendo que um dos disparos atingiu sua coluna, deixando-o paralítico.

PRISÃO

Em virtude de sequelas dos disparos, Clemilton Costa faleceu prematuramente, no ano de 2015. Desde o cometimento do ilícito, o criminoso estava foragido. 

A prisão ocorreu graças à Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (DIPC), em conjunto com a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DEPATRI/Picos), Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO/DF) e Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR/ PC/DF), no contexto da “Operação Lembrados”.

“Essa operação visa dar cumprimento ao mandado de prisão em aberto contra indivíduos que tenham praticado crimes no Piauí. Também visa dar cumprimento a mandado de prisão expedidos em outro estados cujo indivíduo esteja aqui no Piauí. A gente espera resgatar um pouco de dignidade a essa família enlutada”, disse o delegado Yan Brayner.

SENTIMENTO DE ALÍVIO

“Na época, eu tive que sair daqui para Teresina, e eu passei por muita dificuldade, porque eu não conhecia Teresina, e ali eu tive que levar ele, e lá ele passou por duas cirurgias, e o médico disse que ele não poderia nem sobreviver [...] Passei muita dificuldade com minhas duas filhas pequenas [...] Ele (Clemilton) me dizia ‘fia eu fiz isso para defender aquela senhora, não pelo dinheiro que eu ganhava, mas pela farda que eu usava, que o que eu mais amava e respeitava’ [...] Hoje eu me sinto mais aliviada”, desabafou Elisa Pereira Leite Costa, esposa do policial militar Clemilton Costa. 



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