- Advogada afirma continuar cobranças por falta de sinalização em via de Teresina.
- Mãe da advogada sofreu acidente em quebra-mola e recebeu alta hospitalar.
- Advogada relata tentativas de intimidação após denúncias sobre segurança pública.
- STRANS atribui atraso na sinalização às chuvas e diz que serviços estão em andamento.
- Acidente ocorreu na Avenida Prefeito Hugo Bastos, no bairro Vale Quem Tem.
A advogada Zilda Vitória Félix afirmou que não pretende interromper as cobranças por melhorias na sinalização de uma via de Teresina, mesmo após relatar tentativas de intimidação. Nesta quinta-feira (5), ela voltou a se manifestar sobre o acidente sofrido pela mãe, Verônica Ribeiro Batista da Silva, em um quebra-mola instalado como faixa de pedestres elevada na Avenida Prefeito Hugo Bastos, no bairro Vale Quem Tem. A mulher recebeu alta do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e já está em casa.
Em uma nova publicação, Zilda contou que a mãe ainda se recupera dos ferimentos provocados pela queda. Segundo a advogada, Verônica sofreu escoriações pelo corpo, teve a pele perfurada por cacos de vidro, precisou levar pontos e está com o braço engessado. Problemas de saúde que já existiam na coluna e no ombro também teriam se agravado após o acidente.
“Minha mãe está em casa e dentro do possível está melhor, mas foram muitas sequências desses acidentes, escoriações e ralamento pelo corpo, cacos de vidro que perfuraram sua pele, pontos e o braço engessado. Além disso, ela já tinha alguns problemas de saúde na coluna, no ombro, que infelizmente acabaram se agravando”, relatou.
Apesar da alta hospitalar, a advogada afirmou que continuará cobrando explicações sobre a falta de sinalização no trecho. Ela também disse ter recebido relatos de outras pessoas que passaram por acidentes ou situações semelhantes em diferentes bairros da capital.
Advogada diz que recebeu tentativas de intimidação
Na manifestação, Zilda questionou a justificativa apresentada anteriormente pela Prefeitura de Teresina, de que a chuva teria impedido a conclusão dos serviços de sinalização. Ela perguntou se as condições climáticas também teriam impedido a adoção de medidas provisórias, como a interdição do trecho ou a instalação de alertas para os condutores.
“Depois da publicação, eu recebi inúmeros relatos de pessoas que passaram por acidentes e situações semelhantes, inclusive em outros bairros. Até quando vamos aceitar justificativas em vez de soluções? Segurança não é favor, é obrigação”, afirmou.
A advogada também declarou que recebeu tentativas de intimidação para deixar de falar sobre o caso, mas disse que continuará se manifestando.
“Também sei que minhas publicações e cobranças têm incomodado algumas pessoas, que já houve tentativas de me intimidar para que eu pare de falar sobre o assunto, mas espero que entendam que eu não vou deixar de exercer o direito de me manifestar”, declarou.
Ao encerrar a publicação, Zilda reforçou que a recuperação da mãe não encerra a cobrança por mudanças na estrutura e na sinalização da avenida.
“Minha mãe está em casa, graças a Deus, mas quantas outras pessoas ainda precisarão sofrer acidentes para que a segurança seja tratada como prioridade?”, questionou.
Mãe sofreu acidente enquanto seguia para o trabalho
O acidente aconteceu na Avenida Prefeito Hugo Bastos, no bairro Vale Quem Tem. Verônica havia comprado recentemente uma motocicleta e seguia para o trabalho quando caiu ao passar pela estrutura instalada na via.
Na primeira denúncia, Zilda afirmou que o acidente poderia ter sido evitado caso houvesse sinalização adequada. Ela também relatou que outras pessoas já teriam se envolvido em ocorrências no mesmo trecho, incluindo passageiros de um ônibus que teria passado pelo quebra-mola e deixado vários feridos.
“Mal teve tempo de desfrutar dessa conquista e já se tornou vítima de um acidente que poderia ter sido evitado. Foi um quebra-mola instalado, sem a devida sinalização”, declarou a advogada.
Na ocasião, ela cobrou esclarecimentos sobre a instalação da estrutura e a fiscalização do local.
“Quero saber quem autorizou a instalação desse quebra-mola, quem fiscalizou e por que não houve sinalização adequada. Exigimos que os fatos sejam apurados e que os responsáveis sejam identificados”, afirmou.
STRANS atribui atraso na sinalização às chuvas
Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) informou que as equipes de engenharia estão finalizando os serviços nas faixas elevadas da capital. Segundo o órgão, a primeira etapa foi concluída, restando a pintura e a sinalização.
A superintendência atribuiu o atraso no cronograma às chuvas registradas na semana anterior. Conforme a nota, o serviço exige um intervalo mínimo de dois dias para a secagem do asfalto antes da pintura.
A STRANS informou ainda que os trabalhos de sinalização seriam realizados ainda nesta semana, com o objetivo de garantir melhores condições de segurança para pedestres e condutores.