Após a prisão de Ilko Paulo de Sousa Santos por estuprar uma vendedora e roubar cerca de R$ 1.500, o presidente da Cooperativa Estadual de Motoristas por Aplicativo se manifestou sobre o caso. Ele defendeu a punição rigorosa do suspeito e apresentou recomendações aos usuários das plataformas, especialmente às mulheres ao solicitar corridas.
É importante a população entender que numa categoria de massa que tem mais de 10.000 trabalhadores, é inevitável que um meliante se infiltre, não para ser motorista de aplicativo, mas para praticar crimes. Nós agradecemos à polícia militar por ter exercido o trabalho com muita eficácia e de forma muito rápida retirou essa maçã podre de dentro da categoria, disse o presidente Érico da Luta.
COOPERATIVA PEDE ATENÇÃO
Em entrevista ao MeioNews, Érico reforçou observações importantes que devem ser feitas ao solicitar corridas pelas plataformas, como a quantidade de viagens já realizadas pelo motorista ou piloto, além da atenção às avaliações deixadas por outros usuários.
É importante dizer para a população, sobretudo para as mulheres, que é importante olhar o perfil do motorista na hora de aceitar a corrida, porque um motorista que já tem mais de 3.000, 4.000 corridas, que tem elogios pelo seu comportamento, pela forma como ele procede, é um motorista que atua como um profissional de verdade [...] assim como nós, motorista, avaliamos também o perfil dos passageiros. Um passageiro que está começando com duas, três, quatro corridas, a gente evita, porque sabe que pode ser um criminoso que entrou na plataforma para assaltar o motorista, disse o presidente da Cooperativa Estadual de Motoristas por Aplicativo.
CASO ILKO PAULO
O motorista de aplicativo Ilko Paulo foi preso na tarde de segunda-feira (12), em Teresina, suspeito de estuprar e roubar cerca de R$ 1.500 de uma mulher. De acordo com o relato da vítima à polícia, o contato entre ela e o suspeito iniciou no começo do mês, após uma corrida solicitada por aplicativo.
Veja o relato da vítima!
Após o trajeto, o motorista teria passado a manter contato direto com a mulher, oferecendo corridas particulares, fora da plataforma, sob a justificativa de facilitar o serviço.
No domingo (11), segundo a vítima, o suspeito a convidou para jantar. Durante o deslocamento, ele teria mudado a rota sem consentimento, passando a fazer ameaças. A mulher relatou que foi intimidada com uma faca e impedida de reagir, sob ameaça de morte, sendo estuprada.