A escolha por trabalhar com objetos descartados também está ligada à preocupação de Rui com o meio ambiente. Ele conta que se incomoda ao encontrar lixo em ruas e estradas.
“Eu tinha vontade de ajudar a natureza. Eu vejo, às vezes, quando passo em um lugar, uma sacola no meio da pista, uma lata ou outras coisas, e não gosto desse negócio. Aí eu digo: o que eu puder fazer para ajudar a natureza, eu vou fazer”, explicou.
Foi assim que o ferro e outros materiais passaram a ser a principal matéria-prima do trabalho.“Tudo isso estava no lixo. Eu peguei e reciclei. Então, é bom para mim, porque isso demora muito para se acabar”, afirmou.
Antes de ganhar uma nova função, cada elemento passa por etapas de preparação. Limpeza, revitalização, medição, soldagem e pintura fazem parte do processo. Algumas criações ainda recebem circuitos e correntes elétricas.
Além de dar outro destino aos objetos, o trabalho cria novas possibilidades para materiais que poderiam permanecer por décadas no ambiente até se decompor.
Para Rui, a facilidade em transformar materiais aparentemente sem utilidade em arte é resultado de um dom.“É um dom de Deus”, disse.