O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investigava o assassinato do pescador Francisco Pereira Rocha, conhecido como “Chico Sapato”. Com o avanço das investigações, a Justiça do Piauí converteu em preventiva a prisão dos acusados. O crime ocorreu no dia 13 de janeiro de 2026, na comunidade Olinda, zona rural do município de José de Freitas.
QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS?
- Janildo Amaro de Oliveira, o “Galego”, líder da “Tropa do G”, morto em operação;
- Francisco Douglas Alves da Silva, ‘Bigodinho’ — piloto e atirador; recebeu a quantia de R$ 5 mil.
- Jefferson William da Silva Santiago — atirador, garupa e padrasto do piloto; teve dívida quitada.
- Francisco Cláudio Alves da Silva, vulgo São Pedro — tio de Francisco Douglas; avisou aos dois que poderiam se deslocar após ver a vítima na região.
INVESTIGAÇÃO
O delegado Bruno Ursulino, responsável pela investigação, informou que, no dia 28 de novembro de 2025, foi realizada uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e forças de segurança do Piauí, que resultou na prisão de criminosos procurados no estado; após a ação, “Galego” chegou a conclusão de que um morador (Chico Sapato) teria entregado o grupo às autoridades, o que foi descartado pela investigação.
Galego, ele pega e começa a apurar quem poderia ter apontado a localização desse grupo [...] diante disso, o Galego, ele encomenda a morte do Chico Sapato, e aí contrata, pagando valores, para o Francisco Douglas, o Bigodinho e ao Jefferson. E aí, ele queria a morte do Chico Sapado, disse o delegado.
Sobre a dinâmica do crime, o delegado explicou que os suspeitos chegaram a ir à residência da vítima e perguntar por ela.
Eles se deslocam da zona urbana de José de Freitas até a zona rural. Vão até a casa da vítima porque eles não têm contato com o parente dele. Quando chegam lá na residência eles perguntam pela vítima. Familiares informam que a vítima não está lá. Mas apontam em direção da vítima que já vinha descendo pela rua principal da sua residência. Eles retornam, os dois descem da moto, estava um armado com um revólver trinta e dois e o outro com revólver e ai executam a vítima, disse.
“Galego” morreu após uma troca de tiros com a polícia na madrugada do dia 28 de janeiro, na localidade Capim Grosso, zona rural do município de Luzilândia, no Norte do Piauí. O grupo liderado por ele é ligado ao PCC e estava tentando se estruturar em José de Freitas.
Nós temos aqui um homicídio qualificado, tanto pelo motivo torpe, como de tirar as chances da defesa da vítima também, acrescentou o delegado.