- Quatro acusados vão a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado da morte de Erlan Ribeiro Lima Oliveira.
- O crime ocorreu em 20 de junho de 2025, em Petrolina (PE), após a vítima ser espancada em estado de embriaguez.
- José Lima Ferreira Júnior, João Ítalo Barbosa da Silva, Iak Lima Silva e Vitória Maria de Carvalho são acusados de atos dolosos contra a vida.
- Franklin Freire e Laíza Guimarães foram impronunciados por falta de indícios de participação no crime.
- A juíza destacou a necessidade de submeter as qualificadoras do crime ao Conselho de Sentença para análise final.
Quatro acusados da morte do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira, primo de Fernandin OIG, vão a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi assinada em 22 de setembro deste ano. O crime ocorreu no dia 20 de junho de 2025, em Petrolina (PE), quando a vítima foi espancada.
Foram pronunciados:
- José Lima Ferreira Júnior;
- João Ítalo Barbosa da Silva;
- Iak Lima Silva;
- Vitória Maria de Carvalho.
Eles são acusados de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
“Estão presentes a prova da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, amparados em confissões parciais, depoimentos de testemunhas presenciais, prova técnica e registros audiovisuais. As teses defensivas, desclassificação, cooperação dolosamente distinta, absolvição sumária, não se encontram comprovadas de forma inequívoca, devendo ser submetidas ao Tribunal do Júri, juiz natural dos crimes dolosos contra a vida. As qualificadoras imputadas encontram respaldo probatório mínimo e não podem ser consideradas manifestamente improcedentes, devendo igualmente ser submetidas ao Conselho de Sentença”, destacou a decisão.
Já os outros acusados, Franklin Freire de Aquino Bezerra e Laíza Guimarães Coelho, foram impronunciados. Segundo a sentença, não foram identificados indícios suficientes de que os dois tenham participado do homicídio.
“ O conjunto probatório produzido em juízo, de forma reiterada e convergente, inclusive por testemunhas da própria acusação, não aponta qualquer ato executório por parte de Franklin no espancamento, limitando-se sua conduta ao ingresso no veículo para desligá-lo; tampouco imputa a Laíza qualquer agressão, demonstrando, ao contrário, que esta tentou cessar a confusão. O próprio Ministério Público e o Assistente de Acusação postularam a impronúncia de ambos’”, consta no documento.
RELEMBRE O CRIME
Segundo a denúncia, Erlan foi morto após sair das festividades do São João do Vale, em Petrolina. Em estado de embriaguez e desorientação, ele teria entrado por engano em um veículo estacionado no Bar do Virote, acreditando ser o próprio carro.
Ainda conforme a acusação, Erlan foi retirado à força do automóvel e agredido com socos, chutes e pisões, principalmente na região da cabeça. Ele sofreu um grave traumatismo cranioencefálico e teve morte encefálica constatada no dia seguinte.
“por crer tratar-se de seu próprio carro, baixou a tampa do porta-malas de um deles e ingressou no banco dianteiro do motorista do veículo de José Lima Ferreira Júnior. Ato contínuo, os corréus iniciaram agressões violentas contra a vítima, que foi retirada à força do veículo, arremessada ao solo e submetida a espancamento contínuo com socos, chutes e pisões na região craniana”, narra a denúncia.
As defesas alegaram, entre outros pontos, ausência de intenção de matar e pediram a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte. A juíza entendeu que essas questões devem ser analisadas pelo Conselho de Sentença.
José Lima é o único dos quatro que permanece preso preventivamente. João Ítalo, Iak Lima e Vitória Maria aguardam o julgamento em liberdade, sob medidas cautelares.