No âmbito das investigações sobre o assassinato do cabeleireiro José Carlos da Silva Santos, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) teve acesso a mensagens trocadas por meio do WhatsApp que indicam que Jonas Pedro Silva de Meneses teria recebido a ordem para executar a vítima. Nos diálogos, o mandante determina a ação criminosa, mas orienta que ele tivesse “cuidado” para “não balear nenhum inocente”. O crime foi registrado em março de 2025, no bairro Angelim, zona Sul de
“Eu mirei na cabeça, não errei não. Tu é doido, eu estava muito perto”, disse o suspeito ao confirmar o crime.
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PRISÕES
Na segunda-feira (23), o DHPP prendeu Rafael Ribeiro, apontado como mandante do crime. Nesta quarta-feira (25), foi preso Jonas Pedro Silva de Meneses, suspeito de executar o assassinato, conforme as mensagens de WhatsApp.
O departamento já vinha caçando ele há um bom tempo. Hoje, montamos uma equipe grande e cercamos a região do Parque Vitória [...] durante o cerco, ele saiu da região da mata. Eu estava no momento, com os policiais da ROCAM. Nós fizemos o cerco e conseguimos prender. Ele não reagiu. Ele está sendo preso por integrar a organização criminosa PCC e por ser um dos membros dessa facção que executa os rivais. Uma dessas vítimas dele é o cabeleireiro José Carlos, disse o delegado Danúbio Dias.
O CRIME
O cabeleireiro José Carlos foi assassinado no dia 13 de março de 2025 dentro do próprio estabelecimento. A motivação do crime, segundo o DHPP, seria o fato de José Carlos atender, em seu salão, integrantes de uma facção rival à que domina a região.
Um vídeo de câmera de monitoramento, também obtido pelo DHPP, mostra quando os criminosos efetuam disparos de armas de fogo e assustam moradores.
A Polícia Civil está em busca do terceiro envolvido no assassinato de José Carlos. A vítima era inocente.